Afirma Meirelles

Reforma da Previdência não deve ser fatiada

01:00 · 13.09.2017

Brasília. O governo, "a princípio" não vai fatiar a reforma da Previdência para facilitar sua aprovação no Congresso Nacional, disse ontem (12) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, o plano da equipe econômica é trabalhar para que o texto já ratificado pela comissão especial na Câmara seja aprovado pelos parlamentares no plenário.

Essa versão, já modificada em relação à proposta original, garante cerca de 75% da economia projetada com a reforma.

"A princípio, não (vamos fatiar a reforma da Previdência). A princípio, nossa ideia é trabalhar pela aprovação do projeto como aprovado pela comissão especial", afirmou Meirelles.

Segundo o ministro, a reforma da Previdência é um "ponto fundamental" e que demanda "atenção concentrada". "As reformas têm sido aprovadas. Continuamos trabalhando duramente na questão da reforma da Previdência", comentou.

Refis

A equipe econômica espera ter até hoje (13) a versão final do texto do programa de parcelamento de débitos tributários (Refis) que será votado no plenário da Câmara, disse Meirelles. A conclusão da negociação é essencial para que o governo saiba quanto conseguirá arrecadar com a medida e consiga incluir essa previsão no Orçamento em 22 de setembro, quando publicará o novo relatório de avaliação de receitas e despesas. Até agora, a projeção oficial é de R$ 13 bilhões em receitas, mas já se sabe que não será possível atingir esse número.

O relator, deputado Newton Cardoso Jr., tentou mais uma vez emplacar descontos praticamente integrais em multas e juros. O governo negocia um meio-termo entre a proposta original - que já incluía abatimentos de até 90% nos juros e 50% nas multas - e a do relator.

Orçamento

Ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que continua trabalhando para liberar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões do Orçamento. "Eu continuo com essa expectativa, a gente só vai saber disso na semana que vem, possivelmente na quinta-feira", afirmou.

Henrique Meirelles também falou sobre a possibilidade de o governo desbloquear parte do corte de R$ 45 bilhões do Orçamento deste ano para dar um alívio aos ministérios.

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