Energia elétrica

Reajuste tarifário será discutido hoje na Aneel

Em 2017, a Enel Ceará reduziu a tarifa em 0,33% para os consumidores residenciais mas em decorrência da seca, a expectativa é de aumento neste ano
01:00 · 17.04.2018

O reajuste tarifário anual de 2018 da Companhia Energética do Ceará (Enel Ceará), a vigorar a partir do próximo domingo (22), está na pauta da reunião de hoje (17) da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A 12ª reunião pública ordinária da diretoria em 2018 está marcada para as 9h, na sala de reunião da diretoria no Edifício Sede da Aneel, em Brasília.

A área responsável pelo processo é a Superintendência de Gestão Tarifária (SGT). O diretor-relator será André Pepitone da Nóbrega.

Outros reajustes de preço no Nordeste também estarão em pauta. O resultado da revisão tarifária periódica da Companhia de Eletricidade do Rio Grande do Norte (Cosern) deverá ser também discutido hoje. Da mesma forma, o resultado da quarta revisão tarifária periódica da Energisa Sergipe (ESE).

Abaixo da média

De acordo com as projeções do presidente do Conselho de Consumidores da Enel (Conerge), Erildo Pontes, o reajuste na conta de energia do Ceará deverá ficar em um número de apenas um dígito, abaixo da média prevista de reajuste para o restante do País, que deverá circular acima de 10%.

"Seguramente o reajuste vem abaixo de dois dígitos. E para os consumidores de baixa tensão o reajuste será melhor do que para os de alta tensão", disse o presidente do Conerge.

Em 2017, a Enel Ceará reduziu a tarifa em 0,33% para os consumidores residenciais, mas devido aos gastos com termelétricas ocorridos no ano passado, em decorrência da seca dos reservatórios hídricos, a expectativa é de aumento em todas as regiões do País.

"É um reajuste que não deixa a gente 100% satisfeito, mas é melhor do que os reajustes já feitos por distribuidoras de outras regiões do Brasil", afirmou.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o décit hidrológico médio de 2017 cou em 79%, reduzindo em 21% o volume de energia que as hidrelétricas tinham direito de comercial.

Além do déficit hidrológico, os encargos setoriais também pesam no preço das tarifas. No final de dezembro, a Aneel anunciou um aumento de 22,88% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o que corresponde a um impacto médio nas tarifas de 2,14%, com diferenças no peso da cobrança por regiões.

Nas regiões Norte e Nordeste do País, o impacto será de 0,77%, e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, de 2,72%, de acordo com a Aneel.

Taxas

Das distribuidoras que já fizeram seus reajustes neste ano, para consumidores residenciais, a taxa mais elevada foi de 21,44%, da distribuidora Ampla, do Rio de Janeiro. E a mais baixa foi de 4,04%, da CSPE, de São Paulo. Ao todo, 11 companhias já zeram seus reajustes.

O reajuste médio em 2017 para os consumidores cearenses de baixa (residencial), média (comercial) e alta tensão (indústrias), foi de 0,15%.

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