Quiosques de rua invadem Fortaleza - Negócios - Diário do Nordeste

Maior visibilidade e menor custo

Quiosques de rua invadem Fortaleza

26.06.2006

Havaianas adere: modalidade de comércio avança a ponto de se tornar até franquia
Havaianas adere: modalidade de comércio avança a ponto de se tornar até franquia
Fábio Lima

Em Fortaleza, não é difícil encontrar um quiosque, seja vendendo lanches, outras comidas rápidas, sorvetes, flores, presentes, moda praia e sandálias, variedade expressiva. O aluguel chega a ser 75% mais barato que num shopping por exemplo.

Luís Carlos de Freitas

Maior visibilidade e menor custo são dois fatores que pesam na hora de decidir onde instalar um novo negócio. Ambas são características do quiosque de rua, segmento que está, cada vez mais, sendo consultado e considerado pelos empreendedores antes da decisão. Hoje pequenas empresas e até multinacionais estão presentes nestes espaços que parecem se aproximar dos clientes pela praticidade.

Em Fortaleza, não é difícil encontrar um quiosque, seja vendendo lanches, outras comidas rápidas, sorvetes, flores, presentes, moda praia e sandálias, variedade expressiva. O aluguel chega a ser 75% mais barato que num shopping por exemplo. De uma simples experiência na década passada, essa modalidade de comércio já contabiliza avanços ao ponto de se tornar até franquia.

É o caso do quiosque da Havaianas. Mostrando numeração, qualidade diferenciada e variedade de modelos não encontrada normalmente nos supermercados, a idéia está atualmente em dois pontos na Capital, ambos na Aldeota em avenidas movimentadas. O plano é expandir essa modalidade de venda de sandálias para o Interior e outras importantes cidades brasileiras.

O empresário Rafael Teixeira, responsável pelos dois quiosques das sandálias Havaianas, assegura que é “mais vantajoso” montar um quiosque para vender seus produtos que instalar uma loja. Ele entende que, na situação atual, consegue boas vendas, com despesas bem menores do que se tivesse dentro de um ponto comercial convencional.

“Para quem trabalha com um único produto, o quiosque é bem melhor, porque você consegue baixar os gastos e isso acaba baixando também o preço do produto que chega ao consumidor com um valor bem melhor para ele”, comenta Rafael. “O preço sempre acompanha os custos”, acrescenta, antecipando que abrirá franquias para outras cidades.

Outra vantagem apontada pelo empresário é o fato de o quiosque estar à vista de quem passa pela rua. Segundo ele, até sem descer do carro, clientes fazem compra, com a ajuda da funcionária que se desloca até o veículo. Na rua, entende Teixeira, o ponto desperta o interesses dos consumidores que nem estavam com a intenção de comprar naquele momento, mas acabam consumindo por passarem pelo local e gostarem de algo na vitrine.

Vládia Câmara, proprietária dos dois quiosques da floricultura Multiflora, compartilha da mesma opinião. Ela também acha que o ponto numa avenida comercial bem movimentada facilita as vendas. Diz que o comprador, que está dirigindo ou caminhando pela região, é induzido a olhar para os produtos e pode chegar a agir por impulso, fazer uma compra não programada.

“Sem pensar duas vezes, eu escolheria um quiosque de rua em vez de um dentro de um centro comercial”, afirma a empresária. “Na rua, como nosso quiosque é de vidro, os produtos ficam mais visíveis, expostos, aí o cliente vem mais”, avalia.

Há seis anos com quiosque de flores e presentes no bairro Cidade dos Funcionários, Girlane Chaves Araújo diz que o custo inicial, de montagem do espaço, é caro, mas compensado depois. O aluguel, ela diz pagar R$ 500,00, enquanto, em procura por um shopping, foi cobrado valor de R$ 2 mil.




Comente essa matéria


Editora Verdes Mares Ltda.

Praça da Imprensa, S/N. Bairro: Dionísio Torres

Fone: (85) 3266.9999