NO BRASIL

Proporção de famílias com dívidas recua para 58,6%

01:00 · 06.07.2018

São Paulo. A quantidade de famílias com dívidas recuou em junho ante maio, na terceira queda seguida, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada, ontem (5), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de famílias com dívidas foi de 58,6% dos entrevistados em junho, ante 59,1% em maio. Houve redução também na comparação com junho de 2017, quando o indicador alcançou 59 4% do total de famílias.

A proporção das famílias que se declararam muito endividadas diminuiu em relação a maio, passando de 13,4% para 13,0% do total de famílias entrevistadas. Na comparação anual, a queda foi de 1,4 ponto percentual. A queda no percentual de famílias com dívidas foi acompanhada de recuo na inadimplência. A proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso passou de 24,2% em maio para 23,7% em junho. Na comparação anual, houve redução de 1,9 ponto percentual.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso - o que, segundo a CNC, indica que seguirão inadimplentes -, passou de 9,9% em maio para 9,4% em junho. Em junho de 2017, esse percentual estava em 10 1%.

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 63,6 dias em junho, ante 62,8 dias em igual período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,2 meses, sendo que 32,9% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. "Entre aquelas endividadas, 20,2% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas", diz a nota divulgada pela CNC.

Para a entidade, a redução do endividamento acompanha o ritmo menor no consumo das famílias. "Há também uma cautela maior na contratação de novos empréstimos e financiamentos", diz a nota.

Cartão de crédito

Os dados da Peic de junho mostram que o cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida, apontado por 76,3% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (15,2%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (11,2%).

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