nutrição

Profissionais ganham espaço

01:00 · 12.08.2017
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Segundo Andrea Benevides, presidente do Conselho Estadual do Desporto e coordenadora de um curso de Educação Física, existem hoje no Estado mais de 10 mil profissionais registrados ( FOTO: KID JÚNIOR )

O crescimento do mercado de alimentação saudável tem uma relação direta com o profissional de nutrição que, nos últimos anos, viu ampliar-se o leque de oportunidades de atuação. Além de motivação estética, que ainda é grande, a demanda cresceu também por pessoas com doenças crônicas como obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares em busca de uma vida mais saudável.

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Segundo o nutricionista clínico e esportivo Filipe Brito, que também é professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), além das áreas clássicas da profissão, muitas oportunidades têm surgido em empresas que passaram a criar produtos saudáveis ou com apelo funcional. Além disso, ele aponta que empresas, restaurantes e hotéis estão se profissionalizando no controle da produção de alimentos, onde há demanda para o setor.

"A população em geral está mais preocupada com a sua saúde, cada vez mais procuram atendimento do nutricionista em consultório, e as problemáticas estão mais complexas. Há profissionais muito especializados, como em doenças gastrointestinais, alergias, alergias na infância, body builder", explica o professor. "Há grande possibilidade de crescimento em todas as áreas de atuação do nutricionista", acrescenta.

Ele destaca que ainda há, em Fortaleza, poucos profissionais muito bem qualificados. "A qualificação é importante, mas não para por aí. A gente tem profissional muito bem qualificado que não está bem posicionado no mercado. O ato de saber fazer sua propaganda é importante para a aquisição de clientes. Mas há também a outra vertente, de profissionais que trabalham muito bem esse lado, mas não são tecnicamente tão bons".

Educação física

Paralelamente à alimentação, a maior consciência quanto à necessidade de se realizar atividades físicas para manter a saúde também impulsionou os profissionais desse segmento. Segundo Andrea Benevides, coordenadora do Curso de Educação Física da Estácio FIC e presidente do Conselho Estadual do Desporto, há mais de 10 mil profissionais registrados no Ceará hoje.

"A graduação divide-se entre licenciatura, para a educação básica em escolas, e o bacharelado, que está mais ligado à saúde. No interior, há um déficit muito grande de bacharéis", aponta Benevides. Ela destaca que as universidades estão aperfeiçoando as matrizes curriculares no sentido de formar profissionais qualificados para a atenção à saúde, o que ela avalia poder contribuir inclusive para desafogar os grandes hospitais.

Segundo a coordenadora, um segmento que tem crescido exponencialmente é o de personal trainers, que oferecem um serviço mais dedicado à individualidade de cada aluno, fazendo o acompanhamento de forma presencial. "No ambiente laboral também, as empresas têm entendido essa necessidade e, assim, têm introduzido programas e práticas de atividade no ambiente de trabalho, o que pode ser uma solução para os altos níveis de sedentarismo".

De acordo com Rodrigo Alves Andrade, presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Ceará (Sinpef-CE), também ganharam espaço modalidades diferenciadas, como a dança, treinamento funcional e cross trainers. "Tivemos um crescimento na área de atuação com maior número de academias, atividades ao ar livre. É um mercado muito vasto", aponta. 

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