diz IBGE

Produção estadual tem alta de 6,1% em abril

01:00 · 09.06.2018 / atualizado às 01:44
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Apesar do resultado positivo na comparação anual, o Ceará apresentou queda de 1,3% entre abril e março deste ano ( Foto: JOSÉ RODRIGUES SOBRINHO )

A produção industrial do Ceará segue apresentando bons resultados neste início de ano. Somente nos quatro primeiros meses de 2018, o indicador acumula crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente em abril, a produção avançou 6,1% ante abril de 2017, de acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria (PMI) divulgada nessa sexta-feria (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos 12 meses, entre abril de 2018 e 2017, o Estado acumula alta de 4,4% – a maior variação desde junho de 2014, quando o índice atingiu 4,6%. Esta também foi a oitava expansão consecutiva, que vem revertendo a sequência negativa que se estabeleceu entre outubro de 2014 e agosto de 2017.

No entanto, em algumas bases de comparação os resultados ainda não são os desejáveis. Em abril ante março deste ano, a indústria do Ceará viu sua produção reduzir em 1,3%, consolidando-se como a quarta maior retração do País atrás somente de Goiás (-1,5%), Amazonas (-4,1%) e Pará (-8,1%). No trimestre móvel de fevereiro a abril, a média do Estado variou negativamente em 0,9% - terceira maior queda nacional, perdendo apenas para Amazonas (-3%) e Pará (-4,1%).

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Mas, de acordo com Guilherme Muchale, gerente do núcleo de economia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), na perspectiva de longo prazo, considerando a análise anual do desenvolvimento da produção industrial, o Ceará apresentou um “resultado positivo”. Os números negativos passariam a preocupar o setor produtivo apenas se continuarem durante o resto deste ano. 

“No comparativo de longo prazo, esse resultado é positivo. Quando analisamos os números na perspectiva anual vemos que tivemos um crescimento muito bom e que indica a continuação da recuperação”, disse. 

O gerente do núcleo de economia da Fiec também comentou que a volatilidade no câmbio com a proximidade do período eleitoral batendo à porta no País não preocuparia tanto. Segundo Muchale, essa flutuação deve trazer mais impacto ao mercado financeiro, valorizando o mercado interno no setor produtivo.

Setores 

Entre os segmentos industriais presente no Estado, o maior responsável pelo aumento na produção geral em abril foi o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com um crescimento de 4,16% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em 2018, o setor acumula alta de 1,70%.

Ao todo, dos 11 segmentos analisados no levantamento, em sete foram observadas variações positivas. Além do petróleo e biocombustíveis, se destacaram também produtos alimentícios, que avançaram 1,20% em um único mês. Produtos de Metal (0,86%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,66%), produtos têxteis (0,52%), minerais não metálicos (0,30%) e metalurgia (0,14%) completam a lista dos que contribuíram para a melhora do patamar.

No sentido contrário, couro, artigos para viagem e calçados reduziram em 0,91%, bem como bebidas (-0,47%), e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-0,08%).

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