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Preço de itens consumidos no verão cai 1,35%

01:00 · 13.01.2018

Rio. Os preços dos produtos e serviços mais consumidos no verão caíram 1,35% entre janeiro e dezembro de 2017. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (IPC-FGV) subiu 3,23%. O economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV e coordenador do IPC, André Braz, explicou que a queda nesses preços foi influenciada pelos alimentos in natura, que mostraram retração substantiva, em especial frutas (-15,59%).

Além disso, alguns serviços que são muito demandados nesta época não subiram tanto. "Até comer fora de casa está com uma inflação relativamente mais baixa do que se via no verão passado. Isso tem a ver um pouco com o comportamento dos alimentos e insumos para a preparação dos pratos e, também, com a recessão, o desemprego que ela trouxe e o impacto que causou no orçamento das famílias".

Os maiores aumentos foram observados em excursão e tour (6,47%), cafezinho (6,53%), sucos de frutas fora de casa (5,69%), bebidas de soja (5,40%) e chopes (5,11%). Em contrapartida, caíram os preços de passagens aéreas (9,56%), protetores solares (6,15%) e hotéis (4,21%).

Em relação ao aumento do cafezinho, André Braz lembrou que o preço sofre a influência da sazonalidade do produto, cuja oferta diminui de dois em dois anos, com a época da florada. Além disso, o preço da bebida é inflado pela energia elétrica.

Lazer

A alta de preços no auge do verão está relacionada ao lazer, que incentiva elevações de última hora, explicou o economista do Ibre. A água de coco, por exemplo, é um dos itens que costumam subir bastante de preço na estação do verão. Segundo Braz, é preciso pensar que o preço da água embute o serviço que está por trás do produto.

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