NOVA POLÍTICA

Petrobras volta a subir preço da gasolina após uma semana

01:00 · 13.09.2018
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Estatal foi pressionada pelo cenário internacional, que tem no câmbio e na oferta de petróleo os principais elementos de condução dos preços ( FOTO: THIAGO GADELHA )

Fortaleza/Rio. Após uma semana de represamento, a Petrobras subirá o preço da gasolina em suas refinarias nesta quinta-feira (13). O reajuste será de 1%, ou R$ 0,02, para R$ 2,294 por litro. Desde o dia 18 de julho, quando se iniciou o ciclo de alta atual, o preço da gasolina vendida pela estatal acumula aumento de 13,8%.

A alta nas refinarias vem pressionando os preços nas bombas, que subiram em média 1,77% na semana passada, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), para R$ 4,525 por litro. Em São Paulo e em pelo menos outros 12 estados já é possível encontrar gasolina acima de R$ 5 por litro.

Por uma semana, desde a última quarta (5), a Petrobras manteve o preço da gasolina em R$ 2,2069 por litro.

Contexto internacional

Os aumentos são pressionados pela elevação das cotações internacionais e pela desvalorização cambial no Brasil. Na terça-feira (11), o petróleo negociado em Londres subiu 2,18% com preocupação de investidores sobre a chegada do furacão Florence aos Estados Unidos. "A crise com Irã pelas sanções dos Estados Unidos também afeta a disponibilidade do petróleo. Além disso, a Venezuela, como grande produtora, vem pretendendo a hegemonia e disponibilizando cada vez menos devido à crise no País", aponta o consultor em Petróleo e Gás, Bruno Iughetti.

Ele lembra ainda da temporada de furacões na América do Norte, que devem paralisar a extração de petróleo por lá e agravar mais a situação da Petrobras. "Acredito que essa tendência de majoração se estenda nos próximos 15 dias. No fim desse período, essas situações anormais estarão sendo equacionadas e voltando ao patamar inicial. Aí teremos uma estabilização no preço dos derivados de petróleo no mercado brasileiro", estimou, destinando atenção ainda para as eleições presidenciais, que devem influenciar também neste mercado até o segundo turno.

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