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Vendas no comércio registram crescimento de 0,9% em junho

Média do segundo trimestre foi 2,7%

15:43 · 17.07.2018 por Redação Diário do Nordeste
eletros
Setor de móveis e eletrodomésticos teve aumento acima do indicador de vendas totais no período ( Juliana Vasquez )

Apesar de modesto, o mercado varejista do País registrou crescimento no mês de junho. Excluindo vendas de automóveis e materiais de construção, o volume de vendas totais subiu 0,9% no mês, na comparação com junho do ano passado, de acordo com o SpendingPulse, Indicador de Varejo da Mastercard. A média do segundo trimestre foi 2,7% superior a igual período de 2017.

De acordo com a análise de César Fukushima, Economista-Chefe da Mastercard Advisors no Brasil, o modesto volume de vendas deste mês está relacionado aos impactos da Copa do Mundo de 2018 no varejo. “Apesar de datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, terem puxado os resultados para cima, o comércio em geral foi prejudicado pelos jogos, o que não foi compensado nos outros dias do mês”, revela.

Cinco setores tiveram crescimento acima do indicador de vendas totais: móveis e eletrodomésticos, supermercados, artigos farmacêuticos, material de construção e artigos de uso pessoal e doméstico. Apenas os setores de combustíveis e vestuário apresentaram performance abaixo da média.

As vendas do e-commerce registraram aumento de 23,9% em junho, na comparação ano a ano. Neste canal de distribuição, o setor de eletrônicos teve um desempenho superior à média, enquanto os setores de móveis, artigos farmacêuticos, vestuários e hobby & livraria ficaram abaixo deste número.

Para os próximos meses, a perspectiva de crescimento modesto permanece, uma vez que o resultado das vendas no varejo está sendo impactado pela alta taxa de desemprego no País, pela queda da confiança do consumidor e pelas incertezas do ambiente econômico atual.

Desempenho nas regiões brasileiras: As regiões Norte (2,1%), Nordeste (0,9%), Sul (1,7%) e Sudeste (1,1%) tiveram desempenho acima da média, enquanto Centro‑Oeste (-2,3%) ficou abaixo do registrado pelo varejo, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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