DIZ SPC BRASIL E CNDL

Em março, inadimplência das empresas sobe 2,33% no Nordeste

No Brasil, número de empresas com contas em atraso foi puxado pela região Sudeste. 70% das pendências são com setor de serviços

09:31 · 27.04.2018 / atualizado às 09:39

A inadimplência das empresas em todo o Brasil desacelerou na maior parte das regiões, mas ainda assim apresentou alta de 8,92% em março de 2018, na comparação com igual mês em 2017. No Nordeste, o número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 2,33%. O índice é menor que o do Brasil e indica tendência de desaceleração. 

O Sudeste puxou a inadimplência do País, com crescimento de 15,26% no número de empresas inadimplentes. Nas demais regiões, também houve crescimento: alta de 3,56% no Sul, 2,35% no Centro-Oeste e 1,23% no Norte. 

Entre os segmentos devedores, a alta mais expressiva ficou com o ramo de serviços, que apresentou crescimento de 12,64%. Logo depois, aparecem o comércio (6,12%), indústria (5,57%) e agricultura (3,82%).
 
Os dados foram levantados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na passagem de fevereiro para março de 2018, sem ajuste sazonal, houve leve alta de 2,36% nos atrasos no país.

De acordo com especialistas do SPC Brasil, a significativa alta da inadimplência na região Sudeste se trata de um fenômeno localizado, cuja causa seria a revogação de uma lei no Estado de São Paulo que exigia por parte dos credores o envio de uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. 

“Com o fim da lei, que burocratizava e tornava mais caro o processo de registrar uma dívida no banco de dados, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta, contribuindo para um aumento da inadimplência não apenas na região Sudeste, mas no Brasil como um todo”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

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