Retração

Eleições devem diminuir demandas por recursos, aponta BNDES

Para o presidente do BNDES, “é evidente” que, com a proximidade do período eleitoral, “se espere que haja uma retração por parte das empresas", já que o cenário político do País pode afetar investimentos

Dyogo Oliveira informou que, até junho, a instituição registrou um crescimento de cerca de 5% nas consultas e enquadramentos em comparação ao primeiro semestre do ano passado ( Foto: José Cruz/Agência Brasil )
14:59 · 10.07.2018 por Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha com a perspectiva de que haverá redução da demanda por recursos da instituição neste segundo semestre do ano em razão das eleições. A declaração é do presidente do banco, Dyogo Oliveira, em visita nesta terça-feira (10) ao Museu de Arte do Rio (Mar), acompanhado do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Para ele “é evidente” que, com a proximidade do período eleitoral, “se espere que haja uma retração por parte das empresas, uma vez que essas decisões de investimentos dependem do cenário político do País, e com a proximidade [das eleições] nós esperamos que haja uma retração das empresas na apresentação de novas propostas [demandando crédito] junto ao Banco”.

“De todo modo, nós estamos acelerando fortemente o processo interno no BNDES [para a aprovação de novas linhas de crédito] e isto vai desaguar em um volume de aprovações e de contratações que nós esperamos que possa ser positivo no ano”.

Dyogo Oliveira informou que, até junho, a instituição registrou um crescimento de cerca de 5% nas consultas e enquadramentos, “que são a porta de entrada para as demandas [por crédito] junto ao banco, em comparação ao primeiro semestre do ano passado”.

A avaliação do presidente do BNDES é que a desaceleração do crescimento é também um importante fator que impacta a demanda por recursos junto ao banco, “até porque em um cenário de menor atividade [econômica] as empresas acabam também retraindo os seus investimentos”. Para Dyogo Oliveira o cenário “deve perdurar até o final do ano”.

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