Após recuo

Confiança da micro e pequena empresa cresce para 51,1 pontos

Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobra a economia do País do que para o próprio negócio

15:36 · 04.09.2018
microempresa
Apesar da melhora, pontuação mostra que a confiança ainda não está consolidada ( Foto: JL Rosa )

A confiança da micro e pequena empresa com a atual condição econômica do Brasil e dos seus negócios voltou a apresentar melhora no último mês de agosto, após registrar quedas acentuadas em junho e julho, por conta da paralisação dos caminhoneiros. 

O índice ficou em 51,1 pontos em agosto frente aos 46,3 pontos observados em junho e 48,9 pontos de julho, apontam dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). 

A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos apontam o predomínio de uma visão positiva dos micro e pequenos empresários. 

Entretanto, a proximidade do indicador com o nível neutro de 50 pontos mostra que a confiança ainda não está consolidada, apesar da melhora.

Segundo o levantamento, é a avaliação do desempenho da economia e dos negócios nos últimos meses que tem puxado o indicador para baixo, em contraste com as perspectivas para o futuro da própria empresa e da economia, que vem mostrando pontuações um pouco melhores. 

Dessa forma, o Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção dos últimos meses, ficou em 39,1 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas, que se projeta para um horizonte futuro de seis meses, marcou 60,1 pontos, ambos acima do constatado em agosto do ano passado.

“É a imagem do copo meio cheio ou meio vazio. Os dados mostram que a maioria dos empresários de menor porte está otimista com o futuro, mas ainda em compasso de espera. Há um otimismo comedido e moderado por parte desses empresários, que ainda não pode ser considerado satisfatório. Alguns indicadores macroeconômicos já dão sinais de melhora, mas o cenário eleitoral ainda é incerto. Isso faz com que a confiança não deslanche, mas também não retroceda a níveis do momento mais grave da recessão”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.