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Oi abre centro para credores

01:00 · 12.08.2017

Fortaleza/São Paulo. A Oi acaba de abrir no Ceará um centro de atendimento para cadastramento de credores no Programa para Acordo com Credores, que vai funcionar nos mesmos moldes do centro que já vinha realizando este tipo de atendimento no Rio de Janeiro.

O centro de atendimento a credores aberto pela Oi no Ceará fica na Avenida Santos Dumont, 6355, e é um dos 39 locais de atendimento para esta finalidade que a Oi abriu no País. O atendimento é feito nos dias úteis, de 9h às 17h.

O Programa, do qual podem participar os credores que constam da Relação de Credores publicada no edital de 29 de maio de 2017, está em sua fase de cadastramento, que pode ser feito pela plataforma eletrônica (www.Credor.Oi.Com.Br/Login). Além disso, agora os credores também têm a opção de se dirigir a um dos centros de atendimento disponibilizados no País e realizar o cadastramento.

A Oi aguarda decisão da Justiça para dar continuidade ao programa, o que será oportunamente comunicado aos credores cadastrados por e-mail, telefone e/ou SMS. O credor também pode tirar dúvidas e obter informações sobre o Programa pelo 0800-644-3111 e pelo website da Recuperação Judicial da Oi.

Plano reformulado

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou um prazo de 15 dias para que a operadora Oi apresenta versão reformulada do plano de recuperação judicial. O prazo conta a partir de ofício expedido pela agência e assinado pelo presidente Juarez Quadros em 7 de agosto - o qual foi recebido pelo presidente do conselho de administração da tele no dia 9 e divulgado no dia 10 pela empresa.

Após reunião com executivos da Oi, no dia 1º de agosto, o conselho diretor da Anatel entendeu ser necessário, entre outros pontos, demonstrar que a empresa tem condições de obter outras fontes de capital no mesmo montante previsto pelos bondholders ou oferecer garantia jurídica ao proposto.

O montante que está sendo discutido é de R$ 8 bilhões por meio de aumento de capital ou aporte financeiro direto. Na última quarta-feira, o presidente da Oi, Marco Schroeder, afirmou que está em estudo a divisão em três parcelas, sendo duas de R$ 3 bilhões e uma de R$ 2 bilhões. A primeira delas seria direcionada principalmente para bondholders, com o valor de R$ 3 bilhões. Haveria outra de R$ 2 bilhões para os acionistas subscreverem e uma última de R$ 3 bilhões para credores que quiserem trocar a dívida por capital.

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