Artigo

O mix otimizado do passado e do presente assegura o futuro

01:00 · 04.06.2018 por Rafael Sampaio

Todos nós sabemos que nem tudo que é antigo funciona menos ou deixa de funcionar e nem tudo que é novo funciona ou é melhor. Mas, pelas mais diversas razões - de interesse comercial, falta de conhecimento específico ou simplesmente para parecer cool - na prática diária acabamos pesando a mão em direção a uma direção ou outra.

Ou queremos repetir automaticamente as fórmulas e práticas passadas, na ilusão de que elas continuam funcionando melhor, ou adotamos de forma afoita, sem maiores críticas, as novidades que surgem, antes delas estarem comprovadas.

Na real, trata-se de um misto de preguiça, conveniência e ignorância. Avaliar o grau de desgaste daquilo que sempre se fez demanda energia e tempo; contrariar a tendência dominante em nosso microambiente, seja sobre o passado ou futuro, pode nos incomodar e sair da zona de conforto; conhecer mais profundamente o que existe há tempos ou enfronhar-se nas novidades com maior senso crítico, pede tempo, atenção e reflexão.

As duas posturas - em direção ao antigo e ao moderno - são prejudiciais para nossas tarefas, carreiras e as organizações para as quais trabalhamos. A sabedoria está em fazer um mix otimizado do passado e do presente para construir melhor o futuro. Esta, aliás, é a lição histórica de todas as ocasiões nas quais os empreendimentos humanos deram mais certo.

Infelizmente, porém, esse mix otimizado não é fácil de ser estruturado e calibrado, por que não é uma receita de bolo genérico, mas uma fórmula sob medida para cada marca em cada mercado e em cada circunstância - ou seja, no momento da vida da marca, no seu grau de performance, na presença da concorrência e na relação específica com consumidores e prospects.

Uma ótima reflexão sobre o que pode funcionar melhor ou pior, inclusive sobre práticas e fórmulas históricas, está no livro "Como as marcas crescem, que a Rede Globo publicou aqui no Brasil e tem uma resenha no BIP de janeiro de 2018.

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