crescimento de 65,1%

NE: número de investidores do Tesouro Direto salta 82%

Em todo o País, o avanço no número de participantes do Tesouro Direto foi de 65,1% entre novembro de 2016 e igual mês do ano passado, de acordo com os dados da BM&FBovespa ( FOTO: FERNANDA SIEBRA )
01:00 · 13.01.2018

Cada vez mais popular entre os investidores brasileiros, e com opções de investimentos atrelados à inflação, à taxa básica de juros ou títulos pré-fixados, o Tesouro Direto apresentou um crescimento de 65,1% no número de participantes entre novembro de 2016 e novembro de 2017, segundo dados da BM&FBovespa. E a região que apresentou o maior crescimento foi o Nordeste, com 82,2%, passando de 93.769 para 170.856 participantes. Ao todo, o País soma 1,77 milhão de investidores, dos quais 72,7% homens e 27,3% mulheres. Os dados nacionais apontam o crescimento do número de mulheres investidoras, que representavam 23,9%, em novembro de 2016.

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Ao todo, são mais de 50 mil novos investidores no Tesouro Direto por mês. A região Sudeste ainda é a que concentra a maior parte dos investidores nos títulos públicos, com 65,9%, mas a diferença vem caindo. Em novembro de 2016, o percentual era de 67,4%. Por outro lado, o Nordeste registrou o maior crescimento na participação de investidores, passando de 8,7% para 9,6%.

Apesar do crescimento, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que mesmo entre os brasileiros que poupam parte dos rendimentos, apenas 7% recorrem aos títulos do Tesouro Direto.

Conhecimento

O levantamento apontou que há falta conhecimento sobre opções mais rentáveis de investimento. E que a maioria (62%) dos entrevistados recorre a caderneta de poupança para guardar seus recursos. Enquanto outros 19% deixam o dinheiro guardado na própria casa. Em seguida, aparecem os fundos de investimento (9%), previdência privada (7%), o tesouro direto, CDBs (5%) e ações na bolsa (4%).

Principal destino

Das aplicações, a poupança também acaba sendo o destino mais usual para os recursos financeiros porque é a modalidade mais conhecida dos investidores: 75% dos que não se utilizam dela pelo menos já ouviram falar a respeito. No caso da previdência privada, 49% já ouviram falar nessa modalidade. Outras opções que são conhecidas apenas pela minoria dos consumidores são os fundos de investimento (36%), ações (35%), CDBs (25%) e tesouro direto (24%).

Poucos poupadores

De acordo com a pesquisa, apenas 20% dos entrevistados são capazes de poupar pelo menos parte do salário. E entre os consumidores das classes C, D e E, o índice é ainda menor chegando a 15%. Enquanto nas classes A e B a proporção de poupadores cresce para 36%. No geral, cerca de 70% dos consumidores não conseguem guardar nenhuma parte de seus rendimentos. Segundo o estudo, o principal propósito para aqueles que têm o hábito de poupar, é a proteção contra imprevistos, mencionada por 36% dos entrevistados. 

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