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"Moda é uma construção, vai além da roupa"

01:00 · 27.08.2018 por Valerya Abreu - Colunista
O universo da moda é cada vez mais amplo e as questões que estão no radar do segmento desafiam profissionais mundo afora e como falar de moda sem abrir um leque amplo em que entram questões atuais e complexas, como comportamento do consumidor, hábitos de consumo, cultura, diversidade e mercado. O espectro é amplo. Com esse background, o MaxiModa, evento que acontece próximo dia 30 no Teatro RioMar, traz diversas discussões e temáticas com a participação de especialistas de todo o País. De olho no tema, Marketing c<IP0>onvidou a idealizadora do evento, Márcia Travessoni, para dividir um pouco sobre o tema e o que o evento vai abordar.

Márcia, fala um pouco sobre a moda e a sua importância enquanto linguagem, comunicação e experiência.

A moda é toda uma expressão do momento que vivemos em cada temporada e sociedade. É um contexto geral ao qual vão se somando as circunstâncias e as histórias. A moda tem um papel muito importante na sociedade como um todo e na história da humanidade. Ela conta histórias. E hoje vivemos numa era de transformação. 

Você acredita que a moda de fato tem a capacidade de conectar pessoas e tecnologias?

Acredito que a inovação não está mais na tecnologia fria, mas na relação com as pessoas. A construção de branding da Casa Natura Musical é um exemplo disso, que será apresentado no MaxiModa por Fernanda Paiva, entendendo aqui moda como uma construção além da roupa.

Com relação ao MaxiModa, que reúne moda e questões de mercado, o que você considera que seja mais relevante nesse sentido e que tem mantido o evento? 

O MaxiModa é um evento que reúne diversos pensamentos necessários para quem trabalha com moda, independentemente se o tema da palestra está relacionado ou não ao seu segmento. O MaxiModa não é só moda, vai além, por isso se mantém até hoje.

Na sua opinião, a moda é um vetor para promover experiência, hoje tão valorizada pelas marcas?

Sim, um grande vetor. Foi o tempo em que as marcas lançavam suas coleções e simplesmente lançavam num desfile ou no editorial de uma revista e elas esperavam o consumo. É preciso existir uma experiência com a marca. As pessoas não querem consumir por consumir; hoje elas buscam realmente identificar o momento em que elas estão vivendo, se aquilo que elas estão usando tem a ver com a história dela. É uma busca de identidade e de estilo. 

E que segmento de público hoje se interessa mais por questões relacionadas à moda e por quê?

Eu acho que não tem um segmento, hoje todo mundo consome em sua maneira, seu estilo e seu desejo. Temos vários nichos. Existe, inclusive, um movimento das grandes marcas de luxo que elas estão procurando parcerias com micros marcas para nichos diversificados.

De que forma, na sua visão, a moda contribui para o desenvolvimento das pessoas e das sociedades e, principalmente, do mercado?

É uma indústria que precisa ser sempre reinventada. A tecnologia está aí, vem impulsionando para que a moda seja sempre inovada. As marcas têm que ter um olhar de fora para dentro e irem se adequando.

E quais os planos futuros do evento? 

O MaxiModa é um evento esperado todo ano porque traz informações relevantes para o mercado. Planos para o futuro? Não trabalho mais com esse pensamento, acho importante viver o aqui e agora, a velocidade das mudanças é rápida demais, não dá para planejar muito.

MaxiModa: palestrantes comentam

A moda tem passado por grandes transformações. Hoje, as tendências não são mais ditadas apenas por grandes marcas, mas sim por marcas menores, cada uma em seu nicho de atuação".

Maria Prata
Consultora de moda e apresentadora

A inovação tem a ver com a forma de pensar e como aproveitar o novo momento do mundo, dos anseios e também do comportamento dos consumidores".

Daniel Cunha
Cofundador e CEO da Básico

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