Mercado espera crescer 7,2%
São Paulo. A estimativa, em 2016, para o mercado de moda infantil e bebê no Brasil é positiva, de acordo com números apresentados pelo estudo do Mercado Potencial da IEMI - Inteligência de Mercado. A expectativa é que, ao fim do ano, se tenha um crescimento de 7,2% quando comparado a 2015. No ano passado, foram produzidas R$ 20,8 milhões, contra R$ 19,6 milhões em 2014 e R$ 18,7 milhões em 2013, o que mostra um constante crescimento nos últimos anos.
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Espera-se, ainda, segundo o IEMI que a importação tenha uma queda de 10,3% em relação ao ano passado quando registrou-se R$ 981.631 milhões. E elevação na exportação em 33,8%, quando comparado ao mesmo ano, em que foram comercializados R$ 84.364 milhões. Diante deste cenário, o consumo aparente, que calcula a produção, mais a importação, menos a exportação, deve alcançar aumento de 6,3%.
A produção também tende a crescer, um pouco mais tímida com 0,3%. Em 2015 foram 1.447.440 bilhões de peças produzidas, sendo que desde total, entre peças planas e malhas, saíram 183.978 milhões de confecções do Nordeste. No Brasil, houve recuo de 4,3% em relação a produção de 2014.
Segundo o sócio-diretor do Iemi, Marcelo Villin Prado, o mercado só irá sentir realmente uma melhora no segundo semestre de 2016 e mais para final do ano. E o próximo ano vai depender muito se o novo modelo econômico vai se consolidar.
"A retomada do crescimento será mais lenta em 2017, a partir da consolidação econômica e das reformas necessárias. É preciso reativar o investimento na economia", disse.
Prado considera que o segmento bebê e infantil sofre menos com a crise porque as famílias são obrigadas a comprar mais produtos, pois o crescimento das crianças faz com que a troca das peças seja mais rápido do que acontece com os adultos. "O setor sofre menos, mas sofre", reforça.
Cenário atual
Segundo levantamento de 2015, o Brasil conta com 7,1 mil unidades produtivas com porte industrial para os segmentos infantil e bebê, com geração de 362,3 mil empregos. Pelo lado do consumo interno, o mercado chegou a 1,5 bilhão de peças em 2015. Deste total, 6,7% foi suprido por artigos importados. O principal canal de distribuição é o de grandes lojas especializadas em moda. Entre os estados, São Paulo é o maior consumidor. Quem mais gasta com o produto é a classe média.
O Estudo do Mercado Potencial do IEMI traça o perfil da indústria nacional, com dados sobre volumes e vendas por produto, consumo de matérias-primas, exportações e importações com países de origem e destino, além de demanda interna, canais de distribuição, perfil socioeconômico dos consumidores locais, estratificação por grupos sociais e região, dentre outras informações.