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Mercado: Marketing x tecnologia?

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Mercado

VALERYA ABREU • marketing@diariodonordeste.com.br

00:00 · 15.05.2017

Dia do profissional de marketing, comemorado recentemente, suscitou muitos debates sobre o atual perfil do profissional e as tendências da profissão, que muitos consideram em absoluta transição. A grande tendência, já em pleno curso, é que a área se agregue cada vez mais à área de tecnologia, substituindo assim o x pelo +. O olhar analítico, o uso e conhecimento de ferramentas passam a ser mandatórios na concepção de estratégias que saem da esfera do 'bonitinho'` para o efetivo, que precisa converter em resultados mais do que lindos. Enfim, cabe muita reflexão e dinamismo para entender, às pressas, todas as mudanças.

On

Internet

Super em alta, cada vez mais, as perspectivas e soluções que envolvem internet das coisas. No último evento promovido pela Adobe, o tema esteve em alta, com a apresentação de soluções e recursos que impressionam e que devem, num prazo curto, estar implantadas e impactando.

Off

Alto risco

Parque Hopi Hari, que vive dias nada felizes, é um caso exemplar de como mesmo marcas fortes e muito bem construídas podem ruir, resultado de erros de gestão e contingências negativas. Com todo o esforço feito para reerguer o local, a credibilidade (ou a falta de) parece que é o que está impedindo.

Pets

Os pets e tudo que cerca esse universo, hoje tão sofisticado e disputado por grandes redes que se especializaram em serviços e mimos para agradar os felizes donos de cães, gatos e outros pets, é realmente um mercado em franca expansão. E o Brasil hoje ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, com 5,3% do faturamento global, atrás dos EUA, que tem na mão 42% desse mercado. Temos espaço para crescer e muitas marcas estão de olho.

Data

Dia das Mães pareceu bem diferente esse ano, com uma movimentação mais moderada, campanhas mais moderadas e um clima mais ameno no aspecto comercial, com menos emotividade de algumas marcas que costumavam ter esse approach e que já produziram grandes e memoráveis mensagens. Algumas inovações, em todos os sentidos, preencheram espaços que tradicionalmente eram ocupados de outra forma. Uma data que não combina com crise.

"Inovação? Não se pode ser inovador para sempre. Eu quero criar clássicos".

Coco Chanel - estilista francesa

29

Operações foram realizadas em 2016, no Brasil, por empresas francesas, contra 17 em 2015. A França, assim, saiu do 5 º para o 2º lugar dos maiores investidores no País, ficando atrás de países como EUA e Grã-Bretanha, que desaceleraram participação em projetos pop aqui. PwC salienta, em relatório recente, que os investidores franceses possuem uma estratégia de longo prazo.

10%

Essa é a previsão de alta no Brasil para o setor de cosméticos até o ano de 2019, que é quando esse mercado deve chegar a R$ 107,3 bilhões, segundo dados da Euromonitor. Apesar dos prognósticos de crescimento serem favoráveis, segmento premium ainda é o menor no país, o que mostra que as marcas não estão ocupando esse espaço ou não estão investindo devidamente em infos.

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Outdoor social. Essa é a ideia que moveu a criação de um projeto extremamente inovador e muito estratégico para os públicos envolvidos. Funciona assim: comunidades de periferia cedem espaço das suas residências, normalmente uma fachada, para a inserção de publicidade de empresas que previamente apoiaram o projeto. O objetivo é "aumentar a renda dos moradores e gerar forte impacto social". Criada há cinco anos, a iniciativa já beneficiou 30 mil moradores e gerou mais de R$ 2 milhões em renda. Filiado ao Instituto Ethos, o Outdoor Social está presente em quase 11 mil pontos, em 23 estados e no Distrito Federal, com uma equipe integrada por 25 mil pessoas.

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