Medidas são bem recebidas pelo setor
Brasília. As medidas de estímulo ao setor elétrico anunciadas pelo governo devem favorecer investimentos na geração e transmissão de energia, uma vez que trazem maior previsibilidade para o ambiente de negócios. Os empresários, no entanto, mostram-se preocupados com a celeridade nos processos de licenciamento ambiental.
"O programa, na verdade, dá uma roupagem nova para uma coisa que já existia. As condições é que não eram boas antes, mas o ambiente de negócios está melhorando muito", disse. "Agora, colocou-se uma perspectiva e uma roupagem nova. Gerou-se um compromisso".
O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leite, destacou que é preciso criar perspectivas de crescimento da economia brasileira e do mercado de energia elétrica no País. Questionado se o setor está motivado, ele disse que sim, na medida em que haja sustentabilidade dos negócios, retorno e incentivo para os investimentos.
O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais, Mauro Borges, que se encontrou ontem com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, elogiou o programa, que prevê a aplicação de R$ 186 bilhões entre agosto de 2015 e dezembro de 2018 no setor. "(O programa) é muito interessante e prevê investimentos substantivos. São investimentos programados que estão colocados agora com data, cronograma, que facilitam para os investidores", afirmou.
Um ponto que preocupa os empresários é a dificuldade na obtenção de licenciamentos, em especial os ambientais.