combustível

Maior valor desde o início dos reajustes diários

01:00 · 30.08.2018

Rio. Impulsionado pela alta do dólar, o preço da gasolina vendida pela Petrobras atingirá, nesta quinta (30), o maior valor desde que a empresa passou a praticar reajustes diários, em julho de 2017. Na sexta alta seguida, a estatal aumentou o preço para R$ 2,1079 por litro. O recorde anterior, do dia 23 de maio, era de R$ 2,0867 por litro. Naquele período, porém, o principal fator de pressão era a cotação internacional do petróleo, que rondava a casa dos US$ 79 (R$ 286, na cotação da época) por barril. O dólar custava R$ 3,625.

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Agora, a desvalorização cambial, motivada por incertezas eleitorais e com relação ao cenário econômico para países emergentes. Na terça (28), o petróleo fechou em US$ 75,95 (R$ 315, na cotação atual). Em agosto, o preço da gasolina vendida pelas refinarias da Petrobras acumula alta de 7,1%. Mas dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) mostram que ainda não houve repasse para o consumidor.

Custo

Na semana passada, a gasolina custou, em média, no País, R$ 4,429 por litro, queda de 0,24% ante a semana anterior. No mês, a queda acumulada é de 1%, puxada pela redução do preço do etanol anidro, parte da mistura vendida nos postos. Congelado desde o início de julho, o preço do diesel nas refinarias também deve apresentar alta nesta sexta (31), quando será iniciada nova etapa da 3ª fase do programa de subvenção criado pelo governo para pôr fim à greve dos caminhoneiros. Com a escalada do dólar, o subsídio de R$ 0,30 por litro já não é suficiente para cobrir os descontos dados pelas produtoras e importadoras de diesel. Segundo as regras da subvenção, a ANP definirá nesta sexta-feira o preço para os 30 dias seguintes.

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