HOTEL NO CEARÁ

Hard Rock vende 3 vezes mais que o esperado

Meta foi superada em apenas quatro dias de pré-venda dos apartamentos e casas do empreendimento

A comercialização das unidades teve início no dia 6 de junho deste ano. Atualmente, as intervenções de alvenaria realizadas no empreendimento estão em 42%. Já as obras de infraestrutura atingiram 22% de conclusão
01:00 · 12.06.2018 por Hugo Renan do Nascimento - Repórter

O Hard Rock Hotel Fortaleza, localizado na praia de Lagoinha, a 90 quilômetros (km) da Capital cearense, já comercializou praticamente três vezes o esperado pela rede em apenas quatro dias. A pré-venda de apartamentos e casas do empreendimento teve início no último dia 6 de junho. De acordo com o CEO da Venture Capital Investimentos (VCI), Samuel Sicchierolli, responsável pela incorporação do projeto, as unidades compartilhadas custam, em média, a partir de R$ 63 mil e o Valor Geral de Vendas (VGV) gira em torno de R$ 700 milhões.

"Na verdade, iniciamos apenas a pré-venda, destinada a clientes preferenciais de algumas imobiliárias. O lançamento oficial será após a Copa do Mundo. A nossa estimativa inicial foi revista e acreditamos que, no máximo, entre 24 a 36 meses todas as unidades devem ser vendidas". O projeto em Lagoinha prevê 227 quartos e 174 unidades residenciais.

Propriedade compartilhada

Por meio do conceito de propriedade compartilhada, no qual são vendidas frações dos imóveis, cada interessado poderá adquirir cotas, com valores médios entre R$ 63 mil a R$ 320 mil, que englobarão duas semanas para uso e divisão dos custos de manutenção do espaço, além da possibilidade de transitar entre as demais unidades da rede ao redor do mundo.

Como este tipo de venda ainda é muito recente no Brasil, não existem, até o momento, linhas de financiamento imobiliário para os compradores em bancos comerciais, entretanto, para as vendas do Hard Rock Hotel Fortaleza foi disponibilizada uma linha de crédito direta com a VCI, que permite o parcelamento em até 36 vezes com juros subsidiados e até 72 vezes com juros de mercado.

Proposta

Comum nos Estados Unidos, Caribe e Europa, a proposta de propriedade compartilhada foi originalmente idealizada para a compra de aeronaves particulares, mas rapidamente tornou-se um método prático e financeiramente viável na aquisição de imóveis de luxo. "Como o produto foi desenvolvido e direcionado para esse sistema, toda a documentação, regras de condomínio, sistema hoteleiro e escrituras no cartório foram feitas sob medida e dentro da legislação. É um ativo imobiliário que pode ser revendido individualmente a qualquer momento", afirma Samuel Sicchierolli.

As vendas ocorrem em dois sistemas: frações individuais, que englobam duas semanas de uso para cada proprietário, ou para grupos de oito a 12 pessoas que fecham toda uma unidade por todo o ano, de modo que cada uma pagará apenas o período de semanas em que usufruirá da instalação hoteleira. Além dos serviços de hospedagem, o equipamento na praia de Lagoinha oferece um pacote completo com quatro piscinas, Spa, Roxity Kids Club, Teens Club, cinco restaurantes com padrão internacional e área para prática de esportes radicais e náuticos.

"Os donos também se beneficiam com a divisão dos custos de manutenção e impostos", explica o CEO. "A principal vantagem deste tipo de empreendimento fracionado é a flexibilização do uso e a possibilidade de trocar de destino, pois o Hard Rock Hotel faz parte de um programa em que é possível intercambiar semanas com diversas residências de luxo e em mais de 130 destinos no mundo todo".

Segurança

Em termos jurídicos, a operação do Hard Rock Hotel Fortaleza também se destaca pela segurança aos proprietários, de acordo com o CEO da VCI. A propriedade compartilhada na praia de Lagoinha tem escrituras individuais para cada proprietário e todo o processo foi auditado e aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O empresário poderá vender suas cotas diretamente para terceiros e sem maiores limitações. A gestão e manutenção do hotel é efetuada pela própria Hard Rock Estados Unidos, que apenas cobrará dos proprietários uma taxa mensal média de R$ 200. "As casas e os apartamentos são entregues totalmente mobiliados, decorados e equipados com eletrodomésticos, eletroeletrônicos, louças, roupas de cama, mesa e banho de alto padrão, tudo o que é necessário para uma hospedagem de luxo. Essa mesma mobília será trocada a cada período de cinco anos, conforme padrão da marca", comenta Sicchierolli.

Somente em 2017, 250 empreendimentos de luxo foram comercializados no sistema de propriedade compartilhada nos Estados Unidos, gerando mais de US$ 20 bilhões em vendas. De acordo com especialistas do mercado imobiliário, estima-se que este tipo de negócio cresça em torno de 30% ao ano nos próximos 10 anos, principalmente em países da América Latina.

Obras

As intervenções de alvenaria realizadas no empreendimento estão em 42%, infraestrutura (22%), fachada (5,5%), acabamentos internos (3%) e instalações (1,5%). O hotel deve abrir as portas em 2020.

"No comparativo com padrões brasileiros, em que começam a vender unidades antes de qualquer construção, nós estamos super adiantados, com 67% da parte civil pronta. As principais intervenções seguem na parte interna e nas questões de drenagem superficial e subterrânea, estações de tratamento de água e esgoto, e a parte estrutural", explica.

O hotel oferecerá três restaurantes, duas piscinas, 1.322 metros quadrados (m²) de espaço para reuniões e ofertas de marca que incluem o Rock Spa & Salon, o Body Rock e um Rock Shop com as roupas e itens emblemáticos da Hard Rock. A propriedade também terá um edifício de eventos dedicados, cobrindo 1.585 m², que aumentam a capacidade do espaço para reuniões e eventos, um bar especializado na Cobertura do Hotel, um bar do lobby e um programa de atividades e áreas para crianças e adolescentes.

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