preço médio

Gasolina sobe R$ 0,15 no Ceará

01:00 · 11.09.2018

Fortaleza/Rio. As alterações nos preços do litro dos combustíveis vendidos nas refinarias promovidas pela Petrobras refletiram em um aumento de R$ 0,15 no preço médio da gasolina nas bombas de postos no Ceará. Entre a última semana de agosto e a primeira semana de setembro, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de uma média de R$ 4,40 para R$ 4,55. É o maior valor médio em quatro semanas.

Em Fortaleza, a média foi de R$ 4,55. O preço mínimo visto na Capital foi de R$ 4,47, enquanto a máxima foi de R$ 4,59. É o maior valor médio em Fortaleza para a gasolina vendida ao consumidor final em quatro semanas, de acordo com a ANP.

O preço máximo da gasolina ao consumidor final encontrado no Ceará pela Agência na semana entre o dia 2 e 8 de setembro foi R$ 4,98, em Crateús. O mínimo, de R$ 4,26, foi visto em Maracanaú.

Os aumentos refletem o repasse da desvalorização cambial e de alta nas cotações internacionais dos combustíveis. Segundo a ANP, o litro da gasolina foi vendido na semana passada a R$ 4,525, em média no País. O litro do diesel custou R$ 3,489.

A gasolina vinha subindo nas refinarias desde o dia 18 de março até que, na quinta (6), a Petrobras anunciou a implantação de um mecanismo para evitar o repasse de volatilidades externas, como câmbio e desastres naturais, ao consumidor. Desde quarta (5), o preço do produto em suas refinarias está estável em R$ 2,2069 por litro. A estatal não respondeu, porém, se o mecanismo já foi posto em prática. Ele permite que a empresa segure os preços por até 15 dias.

No caso do diesel, a alta nas bombas reflete o repasse do reajuste anunciado pela ANP. O preço estava congelado desde o final de maio. No dia 31, teve reajuste médio de 13%, subindo de R$ 2,0316 para R$ 2,2964.

Análise

Dólar cai; Bolsa fica estável

Na primeira sessão após o atentado sofrido pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), Bolsa e dólar alternaram entre perdas e ganhos durante todo o dia. O Ibovespa encerrou em alta de 0,03%, a 76.436 pontos. O dólar recuou 0,26%, a R$ 4,094. Bolsonaro foi esfaqueado na quinta-feira (6) à tarde, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora (MG), e está internado em São Paulo.

Para o economista-chefe da Rio Bravo, Evandro Buccini, o resultado da pesquisa Datafolha será influenciado pela proximidade com o evento e deve impulsionar o candidato do PSL, mas pondera em nota a clientes ser "difícil saber se ele conseguirá manter esse novo patamar".

"Ainda é bastante difícil conjecturar quais os ganhos (para Bolsonaro) e as perdas para os demais. Muito provavelmente as próximas pesquisas Datafolha e Ibope devem trazer muito ruído e não devem ser tomadas a valor de face", escreveu a equipe da Guide.

Desde quinta (6), analistas vinham sugerindo que o aumento da exposição do candidato do PSL poderia consolidá-lo no segundo turno e diminuir as chances para candidatos à esquerda do espectro político, como Fernando Haddad e Ciro Gomes.

No exterior, as principais moedas emergentes perderam força ante o dólar, reflexo de dados que apontam a recuperação sustentada da economia americana e também do receio com a escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. À exceção das Bolsas, porém, os principais índices acionários fecharam o dia em alta.

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