Em nota

Fiesp repudia mudança e diz que o pato voltará

01:00 · 13.10.2017

Brasília/Fortaleza. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse, em nota, que não concordará com eventual aumento de tributos e que o setor lutará contra isso. "O pato vai para a rua", diz a nota em referência ao pato inflável amarelo que a Fiesp usou no movimento pelo impeachment de Dilma Rousseff.

> Setor produtivo reage ao possível aumento do PIS/Cofins 

"A imprensa vem noticiando que o governo pretende aumentar, por medida provisória, as alíquotas do PIS/Cofins para compensar perdas de arrecadação decorrentes da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que excluiu o ICMS da base de cálculo desses tributos", cita a nota. "Não há como concordar com isso", afirma Skaf.

Para ele, a reação do governo, "num raríssimo caso em que a Justiça impede a inconstitucionalidade", deveria ser o ressarcimento imediato ao contribuinte.

A decisão do STF de retirar o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins foi tomada em março deste ano. Isso fará com que o governo federal tenha uma perda de R$ 20 bilhões a R$ 50 bilhões por ano de acordo com cálculos da área econômica.

Firjan

O Sistema Firjan também se pronunciou ontem (12) sobre a possibilidade de alta do PIS/Cofins. A entidade, formada por organizações como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Serviço Social da Indústria (Sesi), divulgou nota, em que demonstra repúdio "de forma veemente a qualquer tentativa de aumento de impostos. Em dez anos, o peso dos impostos no Brasil passou de 25% para 33% do PIB (Produto Interno Bruto)". Ao cogitar elevar as alíquotas, "o governo transfere para o setor produtivo o papel de sanar as contas públicas. Após dois anos da pior recessão da história, a indústria brasileira voltou a respirar, a gerar empregos, renda e agora se vê diante da ameaça de nova asfixia", diz a nota divulgada pelo sistema.

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