OPERAÇÃO SEM RISCOS

Femsa investe R$ 34 mi para ampliar fábrica em Pacatuba

01:25 · 12.12.2009
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Grupo alega que optou em investir na unidade do Ceará por saber que a abertura do Governo oferece menos riscos

Com investimento de R$ 34 milhões (aplicados em 12 meses), o Grupo Femsa Brasil apresentou ontem a expansão de 4.400 m² de seu parque fabril em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), totalizando agora uma área construída de 27 mil m² e uma produção de 90 mil latas de cerveja/hora. Por mês, são 18 milhões de litros de bebida produzidos.

Segundo o diretor de Relações Externas do Grupo - Divisão Mercosul, Paulo Macedo, a cervejaria também tinha como alternativa construir uma nova fábrica em estados como Amazonas ou Pará. "No entanto, optamos por apostar no Ceará ao invés de ir para outros Estados onde não saberíamos como seria a abertura com o Governo. Em Pacatuba, como já havia toda uma estrutura montada, também seria menos arriscado aplicarmos esse volume todo de investimento, já que tomamos a decisão de expandir nossas atividades em um momento delicado, em setembro do ano passado quando a crise internacional estourou", salientou Macedo.

"Estamos aqui para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Ceará", completou o executivo da Femsa. Segundo ele, a unidade de Pacatuba é uma das mais modernas fábricas de bebida do País. Com 95% de sua instalação automatizada, a cervejaria cearense não necessita de tantos funcionários. São apenas 260 pessoas no quadro funcional.

Os números são auspiciosos. Ao longo de 12 anos de atividade, a fábrica de Pacatuba já produziu cerca de 1 bilhão de litros de cerveja. Os 18 tanques de fermentação e maturação de cerveja tem capacidade de armazenar até 2 milhões de litros da bebida. A fábrica também já gerou R$ 700 milhões em impostos e abastece, fora o Ceará, os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas, Roraima e norte de Tocantins, que têm 115 mil pontos de vendas das marcas Kaiser Pilsen, Sol Pilsen, Bavária Premium e Bavária Clássica.

O diretor industrial da Femsa Brasil, Edmundo Albrs, lembra que, embora a fábrica tenha passado por essa expansão, "ainda há área suficiente para ampliações no futuro, pois o terreno tem mais de 20 hectares".

Grupo Femsa

Com 120 anos, o Grupo de Fomento Econômico Mexicano S.A. (Femsa) está presente, atualmente, em 9 países da América Latina, gerando cerca de 130 mil empregos, sendo 2 mil no Brasil, em oito fábricas.

"METAS SERÃO CUMPRIDAS"
Governador enaltece indicadores do CE

Governador defende que o Ceará, durante sua gestão, cresceu em vários indicadores econômicos e sociais

Presente à apresentação da ampliação da cervejaria Femsa em Pacatuba, o governador Cid Gomes, disse que deixará o seu Governo ao fim de 2010 com algumas metas cumpridas. "Temos conseguido crescer em vários indicadores. Na geração de empregos, por exemplo, a média histórica anual do Caged é de 23 mil postos de empregos formais criados. E, somente no acumulado entre os meses de novembro de 2008 e outubro de 2009, o Ceará já supera isso, com a abertura de 43 mil empregos com carteira assinada. Outra meta era que o nosso PIB crescesse acima da média nacional e estamos conseguindo fazer com que isso vire realidade. Também temos como política de Governo interiorizar ao máximo os empreendimentos. Os incentivos fiscais que temos dado às empresas, abrindo mão de parcelas de impostos, tem contribuído apara ampliar a arrecadação de ICMS do Estado, que em novembro desse ano cresceu 13% [em relação ao mesmo mês de 2008], atingindo R$ 482 milhões. Logicamente que tudo que buscamos fazer é preservando a receita do Estado", disse.

O governador ainda fez questão de ressaltar que a política de atração de investimentos adotada pelo Estado fez a cervejaria desistir de se instalar em outros estados. No discurso, Cid incentivou os investidores: "Dizem aí em Chinês que a palavra crise tem o mesmo sentido de oportunidade e a Femsa apostou nisso, sobretudo em um momento de crise. Continuem apostando no Ceará, que o destino desse Estado é o progresso", afirmou.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), Antônio Balhmann, acompanhou a apresentação e complementou dizendo que "o Ceará é, hoje, uma ambiência econômica que dá ao capital privado retorno nos investimentos, concedendo garantias e segurança necessárias".

Aquicultura

Considerada boa alternativa para a Zona Costeira do Ceará, a Aquicultura é uma das apostas de investimento do governo do Estado. "Em 2010, iremos intensificar o cultivo de algas em águas estuarinas e marítimas, em uma área que vai abranger inicialmente o litoral do Pecém, de Camocim e Icapuí. Também apostaremos na produção de pescados em águas continentais no entorno do Castanhão, no município de Pentecoste e no Açude Jaibara, em Sobral", informou Balhmann. (LB)

LÍVIA BARREIRA
REPÓRTER

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