Aval da adece

Equinocultura do Estado terá Câmara Setorial

Esta será a 27º Câmara instaurada, segundo informou a Adece, e deve contar com 25 entidades associadas

01:00 · 12.08.2017
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Setor é responsável por movimentar a economia a partir da criação de animais, do esporte e do lazer, além de atrair visitantes para o Ceará ( Foto: Rafael leal )

A expansão da equinocultura no Ceará em proporções significativas e a movimentação da cadeia produtiva do setor vêm sendo pauta no governo do Estado do Ceará. Tendo em vista o cenário favorável atual, com o intuito de discutir as demandas e ações voltadas para a sustentabilidade do segmento, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) vai instituir, no dia 16 de agosto, a Câmara Setorial da Equinocultura.

O órgão colegiado contará com mais de 25 entidades e será o 27º instaurado pela Adece, que tem atualmente 23 câmaras setoriais em funcionamento, outras duas temáticas, além do Fórum Jovem Empresário Ceará. Somente no âmbito da diretoria de Agronegócios, a de equinocultura será a 11ª câmara.

Demanda

Conforme a presidente da Adece, Nicolle Barbosa, a iniciativa partiu de uma solicitação de seis entidades ligadas ao setor. "A economia do segmento movimenta uma cadeia produtiva extensa e gera muitos empregos. Somente no manejo e cuidado direto dos animais, para cada três cavalos é gerado um emprego. Fomos procurados por representantes do segmento e, após uma análise técnica realizada pela Adece, acatamos o pedido", explica a presidente da Adece.

Mapeamento de polos

Ainda de acordo com Nicolle, com a criação da câmara, será feito um mapeamento dos polos de produção e de toda a cadeia produtiva. "Trabalho já realizado constantemente em outras áreas, como fruticultura, floricultura e leite, por exemplo. A identificação da equinocultura em território cearense nos permitirá acompanhar o crescimento e apontar os principais obstáculos a serem superados, norteando os diversos atores envolvidos a elaborarem propostas e soluções", explica.

Porte

O novo órgão colegiado terá importância econômica e social para o Estado, segundo o diretor de Agronegócios da Adece, Sílvio Carlos Ribeiro.

"Por mobilizar uma cadeia produtiva extensa, o setor tem capacidade para absorver um número considerável de profissionais. Para se ter uma ideia, o Ceará possui atualmente três cursos de Medicina Veterinária na Capital e dois no Interior. A união das entidades do setor por meio da câmara setorial proporcionará maior desenvolvimento também no âmbito de esportes", completa.

Perfil

De acordo com as entidades cearenses representantes do setor, a expansão da equinocultura está relacionada ao esporte, lazer e turfe, sediando alguns dos principais eventos e atraindo participantes do Brasil e também do exterior ao Ceará. Os eventos estimulam a economia local, movimentando os setores de comércio e serviços.

Já a cadeia produtiva da equino cultura é responsável por movimentar atividades como a produção de ração, feno, capacitação de mão de obra e transporte, gerando emprego e renda principalmente na Zona Rural do Estado.

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