Chapa impugnada

Eleições do Creci adiadas para dia 10

01:00 · 03.05.2018
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O atual presidente do Creci-CE afirmou que a impugnação da chapa única se trata de decisão da Justiça e que as normas são definidas pelo Conselho

As eleições do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE) com duas chapas foram adiadas. A votação ocorreria hoje (3), mas com a impugnação de uma chapa de oposição e a formação de chapa única para o triênio 2019/2021, o pleito foi adiado para o próximo dia 10 de maio. Isso motivou um grupo de corretores a se reunir na manhã desta quinta-feira, a partir das 9 horas, em frente à sede do Creci para protestar contra a impugnação.

O presidente do Creci-CE, Apollo Scherer Albuquerque, afirma que o movimento se opõe a uma decisão da Justiça e que as normas são definidas pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci).

A presidente interina da Associação dos Corretores de Imóveis e Imobiliárias do Estado do Ceará (Aciiec), Cláudia Carvalho, é uma das profissionais que se manifesta como oposição à atual gestão. "Aqui no Ceará, a atual gestão tem 20 anos de Creci e a chapa tem mais pendências que a nossa, mas continua deferida. Inclusive, um candidato deles está com anuidades atrasada", alega. No Ceará, contabiliza a Aciiec, existem cerca de 12 mil corretores com registro ativo, mas apenas 5 mil devem votar.

O corretor Rosemberg Pires, também da oposição, ressalta a insatisfação da categoria também quanto à pena aplicada aos corretores, caso não participem do processo eleitoral. "A gente só vota se pagar a anuidade de 2018, que é de R$ 606 - a mais cara do Brasil. E se não pagar, eles ainda aplicam uma multa de mais uma anuidade. Nem a justiça eleitoral tem multa tão cara".

Situação

"A eleição é para o Creci-CE, mas as normas e a comissão formada no dia da eleição são normatizadas e presididas pelo Cofeci", rebate Apollo Scherer, garantindo que as críticas contra o Conselho do Estado são "infundadas", visto que a chapa de oposição foi barrada exclusivamente por uma decisão judicial, segundo a qual quatro dos 54 candidatos apresentados foram considerados inelegíveis.

"A Justiça Federal, nesse processo, deu ganho de causa ao Cofeci confirmando que a chapa (de oposição) estava irregular. E eu, como presidente do Creci, não tenho nada a fazer. As chapas que a Justiça liberar vão concorrer", reforçou o presidente.

Embora concorde que o preço da anuidade no Estado dê margem para críticas, Scherer garante que a penalidade aplicada a quem não vota também faz parte do rol de normas instituídas pelo Conselho Federal.

Quanto à possível tentativa em eleger o atual 1º vice-presidente, Tibério Benevides, o presidente atual da instituição nega. "Eu fui reeleito, estou saindo em 31 de dezembro e não estou tentando nada. O processo eleitoral é aberto, são apresentadas as chapas e a que estiver regular vai pra votação. Mas no momento atual só tem uma chapa regularizada pelo juiz", assegura.

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