AJUSTAMENTO DE CONDUTA

Diretrizes para campanha publicitária são debatidas

Evento, que teve realização do Sistema Verdes Mares e do Sinapro, tratou sobre os direitos do consumidor

01:00 · 05.09.2018
Image-0-Artigo-2449325-1
Publicitários e representantes do setor automotivo tiraram as dúvidas sobre a propaganda de veículos com membros do Decon ( FOtO: Kid Júnior )

Os detalhes do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público do Ceará e Concessionárias de Veículos Automotores foi o tema do debate realizado pelo Sinapro (Sindicato de Agências de Propaganda) e o Sistema Verdes Mares, na noite de ontem (4). O evento, realizado no Auditório do LC Corporate, contou com a presença de publicitários, representantes do setor automotivo e do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon). O TAC visa regulamentar diretrizes para a elaboração das peças publicitárias, de forma a contribuir para as boas práticas, e a preservação dos direitos do consumidor.

O principal assunto discutido durante o encontro foi a clareza dos pontos citados no Termo, que visa coibir a prática de veiculação de propaganda enganosa. De acordo com Ann Celly Sampaio, promotora de Justiça e secretária executiva do Decon, apesar do árduo trabalho de elaboração da peça, faltou diálogo durante as tratativas anteriores, juntamente com as agências de publicidade e as concessionárias de veículos.

Segundo a promotora, com o equívoco, além do mercado automotivo, o próprio consumidor estava sendo prejudicado. "Essa é a reunião final de um trabalho que vem sendo realizado há mais de dois anos, pelo Sinapro, pelas concessionárias e pelo Decon. Notamos que havia uma falta de comunicação e as agências tinham assinado o TAC, mas não tinham, de fato, compreendido", disse Ann Celly. "Faltou clareza no TAC, então faltava conhecimento sobre o assunto, e isso estava afetando o mercado como um todo", completou.

Informação

Rafael Rodrigues, diretor geral de comercialização do Diário do Nordeste, também comentou sobre a democratização da informação publicitária e a importância do TAC, pensando em levar ao leitor o conjunto mais claro possível de referências.

"A ideia é conseguir democratizar mais a informação e mostrar o porquê do TAC e a importância dele para o mercado publicitário. Além disso, estamos sempre preocupados em levar ao consumidor e ao leitor do jornal uma informação que seja correta", ponderou Rodrigues.

Bob Santos, presidente do Sinapro, também comentou sobre o esforço de elevar o nível de clareza para que o cliente final possa tomar decisões embasadas. "Nós precisávamos ter um melhor entendimento do que estava no TAC, então algumas normas precisam ser analisadas, para não termos desgastes. Ganha o mercado, mas também o consumidor final", afirmou Santos.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.