Grandes Empresas

Custos elevados são gargalo para abertura de capital

00:00 · 17.10.2014

Apesar de oferecer vantagens ligadas sobretudo a condições melhores de financiamento, a abertura de capital é um processo pouco explorado por empresas brasileiras, em comparação com o que ocorre em outros países. Diante dos custos elevados devido a questões burocráticas e da preferência de parte dos empresários pela renda fixa, um número expressivo de companhias de grande porte aguarda um momento mais favorável para entrar nesse tipo de mercado.

Conforme o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Antonio Castro, entre os custos que afastam empresários do mercado de capitais estão os gastos com publicação. Aproximadamente metade dos valores aplicados com esse fim, aponta, são destinados a publicações no Diário Oficial da União (DOU), por exigência da legislação atual. “Mas é uma publicação que hoje praticamente não se lê”, frisa.

Castro ressalta que fatores relacionados a questões culturais do País, como a relativamente pouca propensão para poupar e a preferência por renda fixa também influenciam na procura reduzida pela abertura de capitais. Ele ressalta, entretanto, que a tendência é que novas companhias entrem nesse mercado, principalmente se forem tomadas medidas que reduzam os custos associados a esse processo.

Seminário

Na tarde de ontem, Castro participou do seminário Alternativas de Capitalização das Empresas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O evento foi uma iniciativa do Núcleo Cearense de Mercado de Capitais do Estado.

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