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Correios vão atuar na telefonia móvel

Correios irão selecionar operadora para oferecer serviço de telefonia celular por meio de rede virtual

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Os Correios já abriram edital de concorrência para escolher uma operadora de celular que irá atuar como sua representante

Brasília/Fortaleza. Os Correios abriram concorrência para empresas interessadas no projeto de exploração do serviço de telefonia móvel por meio de rede virtual. A estatal escolherá uma operadora de celular como seu representante. A empresa selecionada oferecerá o serviço com chip da marca Correios.

Após a abertura das propostas, que devem ser apresentadas até o dia 17 de março, todas as empresas poderão fazer novos lances. Os Correios avaliarão as propostas considerando o somatório do maior valor de remuneração dos chips pré-pagos e do maior percentual de comissão pela venda de recargas realizadas. O valor mínimo previsto para a operação pretendida é de R$ 282 milhões, para um período de cinco anos.

Nessa operação, os Correios usarão a infraestrutura de telecomunicações da operadora selecionada. Para concorrer, a operadora deve estar presente em pelo menos 50% dos municípios brasileiros.

Dificuldades na receita

A iniciativa pode funcionar como uma das saídas da empresa para equilibrar as contas, uma vez que, já em janeiro deste ano, o gerente de Benefícios dos Correios, Eduardo Rodrigues, havia afirmado que estava trabalhando para "melhorar a arrecadação" da instituição.

Reajuste

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Fazenda autorizou o aumento das tarifas dos serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, prestados exclusivamente pelos Correios. A correção das tarifas, como as de entrega de cartas e telegramas, foi de 8,89% e visava a diminuir o déficit no orçamento da estatal, cuja previsão era de chegar a R$ 2 bilhões até o fim do ano.

Com o reajuste de preços, o envio de uma carta não comercial, que custava R$ 0,95, passou para R$ 1,05. Já a carta comercial, pela qual se pagava R$ 1,50, foi para R$ 1,50. A carta social permaneceu R$ 0,01. A expectativa era que a medida gerasse crescimento de R$ 780 milhões por ano nas receitas da empresa.

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