plano piloto

Correios adaptam expediente e ajustam estrutura no CE

Segundo levantamento do Sintect-CE, os Correios empregam cerca de 2.585 pessoas no Estado, mas precisariam de mais mil pessoas ( Foto: Yago Albuquerque )
01:00 · 08.05.2018 / atualizado às 01:38

Com a perspectiva de que os Correios fechem 513 agências em todo Brasil, a empresa já está adaptando o funcionamento de algumas unidades para se ajustar às condições financeiras e número de funcionários. No Ceará, ao todo, já são oito agências integradas aos plano piloto de "distribuição domiciliar alternada" (DDA), no qual os carteiros adotam um regime di ferente para a entrega de pacotes e cartas, passando em dias alternados em vez de diariamente. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE), que afirmou que, no País, 743 agências já estão funcionando com esse novo modelo.

No Estado, segundo o Sintect-CE, as agências da Parangaba, José Walter, Praia Leste, Centro, Cidade dos Funcionários, Aldeota, CDD Fortaleza e CDD Antônio Bezerra são as que estão operando no novo regime DDA. Além das 513 agências, a estatal fecharia cerca de 5,3 mil postos de trabalho, seguindo as diretrizes de um estudo que foi confirmado, por meio de nota, nessa segunda-feira (7). "Os Correios esclarecem que a empresa vem realizando estudos pormenorizados de readequação de sua rede de atendimento, o que inclui não apenas a sua rede física de atendimento como também novos canais digitais e outras formas de autosserviços", disse o presidente dos Correios, Carlos Fortner, através da sua assessoria de imprensa.

Redimensionamento

A diminuição de estrutura e de postos de trabalho, segundo Luís Santiago, presidente do Sintect_CE, faz parte um projeto político de precarização do serviço para facilitar o processo de privatização dos Correios nos próximos meses.

De acordo com Santiago, com o redimensionamento do número de profissionais e agências pelo Brasil, seria praticamente impossível para o Correios executar serviços e funções devidas em nível satisfatório.

Um estudo do Sintect-CE projeta que para funcionar com bons níveis de rendimento, no Ceará, a empresa estatal precisaria de pelo menos mais mil novos funcionários, considerando setores de distribuição e de controle de operações. Atualmente, no Estado, o Correios emprega 2.585 pessoas.

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