Relatos

Consumidores procuram seguros após terem prejuízos

Muitas vezes, pessoas só atentam para o serviço após sofrerem perdas que poderiam ter sido evitadas

Para preservar o bem-estar da família, Igor investiu em um seguro de vida ( Foto: Helene Santos )
01:00 · 07.10.2017
O corretor de imóveis Cavalcante Júnior acha o seguro de automóvel indispensável, garantindo a cobertura para seu carro e os da esposa e filhas. Ele também aproveita outros serviços garantidos pelas apólices ( Foto: Kid Júnior )

Antes de decidir contratar algum tipo de seguro, é comum que as pessoas já tenham passado por dificuldades que poderiam ter sido amenizadas caso tivessem adquirido a cobertura antes do ocorrido. Foi o que aconteceu com o advogado Igor Carvalho, 29, que perdeu o pai inesperadamente enquanto estava na faculdade e, de uma hora para outra, além da dor emocional, a família se viu sem uma parte essencial do orçamento e com mais contas a pagar.

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Logo depois de se formar e começar a trabalhar, Igor se preocupou em fazer um seguro de vida com a mãe e as duas irmãs como beneficiárias. "Se, Deus me livre, acontece algo comigo, não queria deixar minha família desamparada", aponta o advogado, destacando não querer deixar acontecer novamente o que se passou com a família após a morte do pai. "Seguro é como uma aposta que você faz, mas espera nunca ganhar".

Ele ainda fez outro seguro depois de um ente querido passar por uma situação de perigo: o seguro da residência da avó, após as luzes do lado de fora da casa, do lado de dentro do muro, terem sido roubadas. "Colocamos cerca elétrica e contratamos o seguro, que cobre uma série de itens que nunca acontecerão em Fortaleza, tipo desastres naturais, mas o principal é incêndio e assaltos. Como foi atrelado à conta bancária dela, não foi caro", diz o advogado.

Preservação

Com a consciência de preservar os bens adquiridos pela família, ele também fez o seguro do carro juntamente com a compra do automóvel, o que avalia ser imprescindível. "Você faz um gasto absurdo com um equipamento que corre risco toda vez que sai na rua. Não fazer seguro é confiar demais na sorte. Carro dá defeito mecânico mesmo sendo bem cuidado", aponta Igor, que já precisou acionar o seguro várias vezes, por problemas como a bateria e batida.

"Uma vez, eu estava indo para Guaramiranga para o Revéillon e o carro deu prego na estrada. Quase virei o ano dentro do reboque", brinca o advogado. O carro foi para Fortaleza junto com o reboque, que deixou Igor em um lugar seguro em Maracanaú para esperar um amigo da família que estava na festa e voltou para buscá-lo na cidade. "Quando chegamos, faltava cinco minutos para a virada".

Longo prazo

O advogado também chegou a fazer um plano de previdência privada pensando na aposentadoria, mas desistiu após pesquisar sobre outras opções de investimento por conta própria. "É muito simples investir no Tesouro Direto, que quase sempre rende mais que a carteira de previdência privada, eliminando o intermediário e ganhando mais ao final. Ela só serve se a pessoa não tem disciplina para poupar ou investir sozinha", defende.

Os planos de saúde também são imprescindíveis na avaliação de Igor. Ele lembra que, no ano passado, um membro da família teve uma doença grave e, se não fosse o plano, eles estariam em uma situação muito difícil agora.

Os seguros, para o advogado, são um "mal necessário". "Ninguém gosta, porque é um gasto alto para algo que você espera não usar. Até acontecer algo que te faz ficar feliz de ter feito lá atrás, o que sempre acontece", pondera Igor.

Consciência tranquila

Para o corretor de imóveis Cavalcante Júnior, 51, o seguro do carro é um item indispensável - tanto o dele, como o da esposa e o das filhas foram adquiridos assim que os automóveis foram comprados. "Dá tranquilidade e segurança saber que, caso aconteça algum acidente, o seguro irá cobrir a parte financeira. É uma preocupação a menos que se tem", aponta.

Ele já precisou acionar o seguro algumas vezes, como para a troca da bateria e outros defeitos. "Dá um certo conforto o envio de um mecânico para consertar o problema e, se não for o suficiente, o de cobrir os custos de um táxi ao destino final e de um reboque para levar o carro à oficina. Resolvo tudo com a minha corretora de seguros", destaca Cavalcante.

Além de cobrir esses tipos de pane e acidentes, o corretor de imóveis também utiliza o seguro para serviços de eletricista e bombeiro hidráulico, entre outros. "Já usamos bastante esses serviços e temos direito ainda a um carro extra por uma semana em caso de pane. Até para trocar o pneu, se a pessoa não puder ou não quiser, dá para acionar o seguro e um profissional vai onde você estiver para trocar. Esse ainda não usamos", brinca.

Cavalcante também investiu em seguros residenciais para três apartamentos que possui para locação - esses, ele espera nunca acionar. "É cada dia mais comum casos de incêndio que podem inviabilizar o prédio. Essa é uma forma de se ter segurança sobre o patrimônio", aponta o corretor. Ele explica que o valor do seguro, que considera baixo quando comparado ao valor do bem, foi incluído no aluguel a ser pago pelos inquilinos.

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