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Gestão Ambiental: Perdas no semiárido

maristela

Gestão Ambiental

MARISTELA CRISPIM

01:00 · 06.12.2017

Uma das regiões que mais tem sofrido com a seca no Brasil, o chamado "semiárido radical", onde estão os focos de desertificação no Nordeste, pode enfrentar um cenário ainda mais dramático de déficit hídrico e perdas econômicas em um futuro de mudanças climáticas. Um trabalho feito pela Fundação Getulio Vargas, que analisou o custo-benefício de medidas de adaptação para a bacia dos Rios Piancó-Piranhas-Açu, entre o sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, encomendado pela ANA, calculou como esse quadro pode evoluir nos próximos 50 anos, considerando o viés da mudança climática. O trabalho também calculou como o quadro pode mudar em três cenários de mudanças do clima: um moderado; um com eventos extremos - em que há muita seca, mas também há eventos de chuvas fortes, e um realmente árido.

Os fenômenos naturais nunca tiveram cenários tão extremos como nos últimos anos no Brasil. Entre 2013 e 2016, os desastres naturais afetaram 55,7 milhões de pessoas - mais de 25% da população. Os dados são do relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017, da Agência Nacional de Águas (ANA). O estudo aponta que, de 2013 a 2016, 78% dos 1.794 municípios do Nordeste decretaram, ao menos uma vez, situação de emergência ou estado de calamidade pública por causa da seca extrema. Ao mesmo tempo, outros 2.641 municípios, 47,5% das cidades do País, decretaram emergência ou calamidade por alagamentos, enxurradas e inundações. Por 7 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiram a produção, a comercialização e o uso do amianto no Brasil. O componente é usado para produzir telhas e caixa d'água, mas organizações de saúde apontam risco de que seja cancerígeno.

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O clima no Brasil

O País caminha na contramão das próprias políticas climáticas. Além das crescentes emissões de carbono - que subiram 8,9% em 2016, tornando mais distante a meta de redução de 37% até 2025 -, o que mais preocupa são a falta de coordenação entre os atores estatais e a descontinuidade da agenda ambiental.

Arte do resgate

Nove artistas locais, 33 espaços degradados transformados. Essa é a proposta do projeto Urbano Arte, que, entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018 promoverá intervenções urbanas em diversos pontos de Fortaleza, patrocinado pelo Grupo Marquise, Ecofor Ambiental e Ministério da Cultura, pela Lei Rouanet.

Os custos associados a desastres são os preventivos e os emergenciais. Nós negligenciamos os preventivos e fazemos um estrago com os emergenciais que são maiores e não resolvem o problema"

Carlos Eduardo Young. Professor Associado do IE/UFRJ e Pesquisador do INCT/PPED

Bom

Ações ambientais

A Ambev chega ao fim de 2017 atingindo seis das sete metas ambientais estabelecidas pela AB InBev, grupo do qual faz parte, para todos os 25 países onde atua. Nos últimos cinco anos, a cervejaria investiu cerca de R$ 1 bilhão em iniciativas que incluem redução nas emissões de gases de efeito estufa, no consumo de água, energia e matérias-primas, e até mesmo a troca de refrigeradores em bares, lanchonetes e supermercados.

Mau

 A geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e do Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é de que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas/dia, segundo dados mostrados pela ONU Meio Ambiente em evento da Abrelpe, em São Paulo. Segundo a agência, mais de 145 mil toneladas de lixo (30% do total), vão para locais inadequados.

Por 7 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiram a produção, a comercialização e o uso do amianto no Brasil. O componente é usado para produzir telhas e caixa d'água, mas organizações de saúde apontam risco de que seja cancerígeno.

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