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Gestão Ambiental: G20 e o Acordo de Paris

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Gestão Ambiental

MARISTELA CRISPIM

01:00 · 12.07.2017

Os líderes de 19 das 20 maiores economias do mundo reafirmaram, no sábado (8), o compromisso com a luta contra o aquecimento global. Mais do que isso, reconheceram que as energias limpas e a eficiência energética são cruciais para o crescimento econômico neste século. Sob liderança da chanceler alemã, Angela Merkel, o G20 isolou os Estados Unidos e produziu, pela primeira vez na história do bloco, um plano de ação sobre mudança do clima e energia. Embora não faça referência ao aumento da ambição dos compromissos nacionais, essencial para a meta de estabilizar o aquecimento da Terra abaixo de 2º C, o documento dá um recado claro: o Acordo de Paris é irreversível e irrefreável. A transição para uma economia de baixo carbono começou, ainda que o governo Trump insista em combustíveis fósseis.

Embora Temer tenha reafirmado seu "engajamento pessoal" com o Acordo de Paris e com a proteção de florestas, o Plano Decenal de Energia 2026, posto em consulta pública na sexta-feira (7), prevê 70,5% de investimentos em combustíveis fósseis, o que mantém a proporção do plano anterior, da gestão Dilma Rousseff. Está crescendo o uso da casca de arroz como combustível para usinas termelétricas (UTE) de biomassa, sobretudo no Rio Grande do Sul, um dos principais produtores do insumo no País. De meados dos anos 1990 para cá, já são 12 usinas em operação, segundo a Aneel.

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Recorde

O Brasil registrou recorde de produção diária de energia eólica, no dia 4, com um total gerado de 6.704MW médios. O total de energia eólica produzido neste dia equivale a 11,42% do total gerado pelo País no mesmo dia. Se esse total fosse destinado só para consumidores residenciais, teria sido suficiente para abastecer mais de 20 mi de residências por um mês. O Brasil deve receber investimentos de R$ 12,5 bi em geração solar até o fim de 2018, projeta a Absolar.

Derretimento

Pode ser uma questão de horas, dias ou meses, mas um imenso iceberg, com 6.600Km², maior que o Distrito Federal, irá se soltar da Antártica. Imagem do satélite Copernicus Sentinel-1 indica que a rachadura no gelo se estende por 200Km, e apenas 5Km separam o fim da fissura e o oceano. A liberação desse bloco de gelo, além de ser um sinal de alerta sobre o aquecimento do Planeta, impõe ameaças ao tráfego marítimo.

"Ao acelerar progresso sob o Acordo de Paris e a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, os países do G20 podem ajudar levar a agenda da sustentabilidade adiante"

Manuel Pulgar-Vidal. Líder da Prática global de clima e energia do WWF

Bom

Mercúrio

O Acordo de Minamata foi ratificado no dia 4 de julho passado, pelo Senado Federal. A medida torna mais rígidas as regras para descarte do mercúrio e deve passar a vigorar no próximo dia 16 de agosto. Termelétricas, caldeiras de usinas movidas a carvão mineral, produção de metais não ferrosos e de cimento clínquer e incineração de resíduos terão de estabelecer medidas de controle para se adequar ao Acordo.

Mau

Atentado

Um caminhão-cegonha com oito viaturas que seriam entregues ao Ibama no Pará foi incendiado na madrugada do dia 7, na BR-163, na região de Castelo dos Sonhos, sudoeste do Estado. As caminhonetes, adesivadas com o logo do Ibama, iriam substituir veículos mais velhos dos usados para fiscalização, mas ficaram completamente destruídas. A Polícia Federal está investigando o que é considerado pelo Ibama como um atentado.

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