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Gestão Ambiental: Esgoto nacional

maristela

Gestão Ambiental

MARISTELA CRISPIM

01:00 · 27.09.2017

O 'Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas' revela que menos da metade (42,6%) dos esgotos do Brasil é coletada e tratada. Apenas 39% da carga orgânica gerada diariamente no País (9,1 mil t) é removida pelas 2.768 Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) antes de os efluentes serem lançados nos corpos d´água. O restante, 5,5 mil toneladas, podem alcançar os corpos hídricos. A Resolução Conama Nº430/2011 prescreve o tratamento de pelo menos 60% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), antes do lançamento. Do total de municípios, 70% não possuem ETE. O levantamento, lançado na tarde de ontem, foi coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em conjunto com a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, com a colaboração de instituições federais, estaduais e municipais.

O Brasil está queimando. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o País contabilizou, na sexta-feira (22), 185.002 focos de incêndio, 52% a mais do que o registrado em igual período do ano passado, e 2.979 focos a mais do que nos dois dias anteriores. O fogo atinge todos os biomas, segundo os dez satélites que monitoram as queimadas no Brasil, mas se concentram na Amazônia, com 43,4% dos focos de incêndio, seguida pelo Cerrado, com 39,6%; e Mata Atlântica, 10,6%. A MRV Engenharia diz ser a primeira construtora da América Latina a utilizar energia solar fotovoltaica em larga escala. Vai investir R$ 800 mil no maior projeto de energia solar fotovoltaica de empresa privada brasileira.

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Voltou atrás

O presidente Temer preferiu revogar seu Decreto que, em 22 de agosto, extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) a correr o risco de submetê-lo ao Senado. Além de parlamentares e artistas, a pressão foi reforçada pela SBPC. Mesmo evitando confrontos e desgate político, ainda vai enfrentar o setor minerador. Por hora, a pesquisa para exploração mineral continua sendo monopólio da CPRM.

Ainda dá tempo

A humanidade ainda tem 20 anos de emissões para estabilizar o aquecimento global segundo a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris (1,5ºC); mesmo assim, o esforço precisa durar 40 anos. A conclusão é de análise dos modelos climáticos globais feita por cientistas liderados por Richard Millar, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, publicado no site do periódico Nature Geoscience.

"É preciso garantir a integridade das áreas protegidas e criar alternativas econômicas capazes de incluir as populações locais no desenvolvimento baseado na floresta em pé"

Maurício Voivodic. Diretor executivo do WWF-Brasil.

Bom

Por oceanos limpos

O governo brasileiro fará parte da campanha global Mares Limpos, encabeçada pelas Nações Unidas para combater o lixo nos oceanos. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a adesão do País à iniciativa na semana passada, em Nova York, em reunião à margem da 72ª Assembleia Geral da ONU. A campanha está prevista para durar cinco anos, com ações para conter a maré de plásticos.

Mau

Degelo no Ártico

Setembro é a época em que o Ártico atinge sua extensão mínima anual de gelo. Os números do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA (NSIDC) mostram que o gelo marinho atingiu um mínimo de 4,64 milhões de Km² em 13 de setembro, 1,58 milhões de km² abaixo da média. Há 16 anos, o Ártico não registra uma extensão de gelo acima da média de setembro.

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