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Gestão Ambiental: COP sem muitos avanços

maristela

Gestão Ambiental

MARISTELA CRISPIM

01:00 · 22.11.2017

A 23ª Conferência do Clima (COP23) cumpriu a proposta inicial de aprovar diversos elementos para a construção, ao longo de 2018, do livro de regras para implementação efetiva do Acordo de Paris. Também foi criado um ambiente positivo entre os países para o Diálogo Talanoa, no ano que vem, no qual deverá ser iniciado um esforço global de aumento de ambição. Infelizmente, porém, são pequenos avanços diante da escala da crise climática. Foi bem-sucedida em evitar que o eterno racha entre países desenvolvidos e em desenvolvimento causasse retrocessos na negociação e também conseguiu isolar os EUA, desfazendo o temor de que o governo negacionista de Trump atrapalhasse. No entanto, os debates não focaram o que realmente importa: a necessidade de aumentar enormemente as metas de redução de emissões e de financiamento climático antes que a oportunidade para limitar o aquecimento global a 1,5ºC acabe. Segundo a ciência, a ambição coletiva precisa crescer muito até 2020, mas os 195 membros da Convenção do Clima que permanecem fiéis ao Acordo de Paris até agora não se mostraram dispostos, o que pode custar a segurança climática da humanidade neste século.

Por mais de 80 anos, a carnaúba tem sido um símbolo do estado brasileiro do Ceará e, para a SC Johnson, ela simboliza também o sucesso e o compromisso de longo prazo da empresa com a conservação dos recursos naturais do País. Na semana passada, em parceria com o Museu da Indústria de Fortaleza, o Serviço Social da Indústria (Sesi) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a SC Johnson inaugurou a exposição "Carnaúba: a árvore da vida". (Foto: Helene Santos)

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Brasil na COP23

O Brasil chegou a Bonn tentando vender a imagem de bom moço com a queda na taxa de desmatamento, mas foi desmascarado pelo próprio governo Temer, que acabou levando um raro e merecido Fóssil do Dia pelos subsídios trilionários propostos ao pré-sal. No mesmo dia, se ofereceu para sediar a COP25, em 2019.

Desmatamento

Os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) revelam que, de agosto de 2016 a julho de 2017, o desmatamento nas unidades de conservação federais foi de 159 km², uma queda de 28% em relação ao período anterior que teve um desmatamento de 221 km².

"A COP23 começou com o lema 'mais longe, mais rápido, juntos'. Conseguiu entregar o 'juntos', o que é melhor que nada, mas não foi nem longe, nem rápido. Todas as expectativas agora ficam por conta da COP24"

André Ferretti. Gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e coordenador-geral do Observatório do Clima

Bom

Eficiência

A LG Electronics do Brasil realizou ontem mais uma edição do projeto "Expedição do Clima", desta vez, em Fortaleza, para capacitar instaladores de ar-condicionado, focando seu treinamento em equipamentos com a tecnologia Inverter - aparelhos mais econômicos, eficientes e silenciosos.

Mau

Desperdício

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no Planeta.

Liderados por Canadá e Reino Unido, 20 países assinaram acordo que incentiva eliminação do carvão como fonte energética. Compromisso, porém, deixa de fora maiores usuários: China, EUA, Alemanha e Rússia.

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