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Egídio Serpa: Pecém-Roterdã: perguntas

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Egídio Serpa

egidio@diariodonordeste.com.br

01:00 · 13.06.2018 / atualizado às 01:21

Há uma boa expectativa em torno do contrato que celebrarão o Governo do Ceará, por meio da CIPP S/A (antiga Cearaportos), e a Autoridade do Porto de Roterdã - o maior terminal marítimo da Europa. Essa curiosidade é procedente. Afinal, em que termos o acordo foi elaborado? O percentual dos holandeses no capital da CIPP qual será? Que valor se atribuiu ao conjunto de ativos do Porto do Pecém? Que tipo de gestão terá Roterdã no Complexo Industrial e Portuário do Pecém e em que áreas? Permanecerá o comando administrativo da CIPP S/A subordinado ao Governo do Estado? Os usuários do porto e as empresas industriais que estão no Pecém - incluindo a CSP - torcem para que o contrato seja celebrado. É que, com os holandeses, haverá mais investimento.

Aditivo

Empresas estrangeiras com gestão de aeroportos fazem concorrência para a contratação de serviços e produtos. O vencedor fica com 60% do fornecimento; o 2º e o 3º colocados, com 20% cada um. Desse jeito, não há como alguém pedir aditivo.

Inviável

Se não trocar logo o antigo cajueiral por um novo, com cajueiro anão, dentro de 10 anos a cajucultura no Ceará desaparecerá. É a opinião de empresários do agronegócio que, diante da irreversível inviabilidade, saíram dela. Vale para a cotonicultura.

Auditor

Estado sem auditor, quem ganha é o sonegador” - este é o mote da campanha por um novo concurso público para auditor fiscal que promove a Associação dos Auditores Fiscais do Estado do Ceará. Nos últimos 11 anos, 300 auditores aposentaram-se.

São Luiz

Nada como a competição: a rede de lojas Mercadinhos São Luiz abrirá, até o fim de 2019, mais 7 lojas. Severino Ramalho Neto, dono da rede, confirma: duas das sete serão abertas no segundo semestre de 2018. É a maior supermercadista cearense.

Empreender é muito difícil

 Deli João Milanezi, dono da Pisoforte - que produz, em Criciúma (SC), 13,9 milhões de m² de piso cerâmico exportados para 15 países - decidiu vender a empresa. Ele disse: “Foi a minha melhor venda”. Deli aplicou o dinheiro da venda e vive agora dos rendimentos da aplicação. Passou a viajar ao exterior e deixou de ser acossado por fiscais municipais, federais e estaduais e de ser chamado de “safado e explorador”, como se ouve nas novelas que mostram o empresário como vilão. “É muito difícil empreender no Brasil diante do cipoal de obrigações”, afirma ele, cujas opiniões viralizaram na internet, Fiec e CDL.

Fruticultura

Tom Prado, CEO da Itaueira Agropecuária, falou em Salvador a empresários do agronegócios durante seminário promovido pelo Ministério da Agricultura. Tema: produção sustentável da fruticultura e a inovação tecnológica. Itaueira produz melão, melancia e pimentão coloido no CE, PI e BA.

Bom

Chope

Quem assistir aos jogos da Seleção brasileira na praça de alimentação do Shopping Benfica não pagará pelo primeiro copo de chope. Antes , terá de provar que tem 18 anos.

Ruim

Copa

Mexe com o psicossocial a crise moral, ética, política e econômica que castiga o Brasil. A Copa do Mundo começará amanhã e não se vê nas ruas as manifestações verde-amarelas de antigamente. 

Livre Mercado

Inovou o Estado do Paraná. Ele criou o Governo Digital, que, sob a sigla Agiliza, reduziu ao mínimo a burocracia no Estado. Assim, “fica dispensado o reconhecimento de firma e a autenticação de cópia dos documentos expedidos no País e destinados a fazer prova junto a órgãos e entidades do Poder Executivo estadual, exceto se houver dúvida fundada quanto a autenticidade ou previsão legal”. Mais: “A apresentação de documentos poderá ser feita por meio de cópia autenticada”. Simples assim.

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