Coluna

Egídio Serpa: multidão espera candidato

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Egídio Serpa

egidio@diariodonordeste.com.br

01:00 · 06.06.2018

Há no País uma multidão que não quer nem Alckmin nem Bolsonaro: tem medo da tibieza do primeiro e da radicalidade do segundo. Há, pois, na grande área do campo onde, em outubro, se disputará o comando do País, um espaço largo para quem - distanciando-se dos extremos - propuser, sem os arroubos de salvador da pátria, um plano bem claro - e fácil de entender - para a superação da crise fiscal brasileira. Tem de explicar como fará a urgentíssima Reforma da Previdência; como reduzirá o tamanho do Estado, cujo custo de manutenção já consome 75% do PIB; e como fará sem maioria no Congresso Nacional. Há candidato com discurso nessa linha, mas ainda indeciso entre a esquerda órfã de Lula e a multidão à caça candidato confiável. Se insistir nessa indecisão, perderá ambas.

Aeroportos

Vem aí, de 18 a 21 deste mês, em Fortaleza, a reunião da Sociedade Internacional de Pavimentos Asfálticos, que pela 1ª vez se reunirá na América Latina. Haverá um workshop que tratará de asfalto para aeroportos. É mais um efeito da Fraport.

Camarão

No baixo e médio Vale do Jaguaribe, quem plantava arroz mudou de atividade - agora produz camarão em cativeiro. Eles descobriram que a carcinicultura é muito - mas muito mais lucrativa do que a rizicultura. Há mais de uma centena fazendo isso.

Reúso

Francisco Teixeira, titular da Secretaria de Recursos Hídricos, acha perfeitamente exequível, no Ceará, projeto que reúsa na irrigação de hortaliças a água oriunda do tratamento de esgotos. Na Califórnia (EUA), isso já é feito nas pequenas cidades.

Conta cara

Segundo o Data Folha, 87% da população brasileira foram a favor da greve dos caminhoneiros, porcentual igual ao dos que não querem gasolina e diesel mais caros. Pois é nas costas dessa multidão que cairá a conta do fim daquela paralisação.

Usina sem matéria-prima 
 
Que destino dar à usina de biodiesel de Quixadá, rejeitada pela Petrobras por um motivo simples - a falta de matéria-prima? Há - segundo uma fonte do Governo do Estado - três grupos interessados nela. Um deles, da Finlândia, está de olho nos créditos de carbono. Outro, sueco, olha-a com interesse muito semelhante. Ambos sabem que não há mamona nem seja suficientes, no Ceará, para fazer produzir e dar lucro a usina. Solução: desmonta-la e transferi-la para o CIPP, a dois passos do Porto do Pecém, pelo qual chegaria a soja de GO e MT que, de trem, iria até São Luís e chegaria aqui de navio. Logística difícil.

Muito cara

Uma fonte do Governo do Estado revelou à coluna que uma causa da inoperância da usina de biodiesel construída pela Petrobras em Quixadá "é seu alto custo, incluindo altos salários". Fechada por decisão da diretoria liderada por Pedro Parente, a usina é um ativos que a estatal quer vender para fazer caixa.

Bom

Gasolina

Caiu, mas caiu muito pouco, o preço da gasolina nos postos de combustíveis de Fortaleza. Na maioria, o preço - que antes da greve girava entre R$ 4,29 e R$ 4,59 - fixou-se em R$ 4,87.

Ruim

Pouca água

Reunidos até ontem no Centro de Eventos no seminário que o Diário do Nordeste promoveu no Centro de Eventos, os prefeitos não esconderam seu principal problema: crise de oferta d'água.

Livre Mercado

Michel Temer, o tíbio, quis agradar os gregos caminhoneiros e os troianos das transportadoras. E construiu uma solução "incumprível" para por termo à paralisação das rodovias do País. Temer e seus ministros mais próximos, entre os quais alguns envolvidos, como ele, na Lava Jato, inventaram uma tabela com preço mínimo para os fretes - algo inconstitucional. Resultado: caminhoneiros e empresas de transporte estão diante de um mercado paralelo, que já tumultua o mercado rodoviário.

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