Coluna

Egídio Serpa: Ceará 2050: convergência

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Egídio Serpa

egidio@diariodonordeste.com.br

01:00 · 14.04.2018
Avança o Plano Ceará 2050 - planejamento de longo prazo encomendado pelo Governo do Estado a um grupo de doutores da UFC para dar rumo correto às políticas públicas pelos próximos 32 anos. No que tange aos recursos hídricos - por exemplo - convergem as ideias. Os formuladores e o setor produtivo sabem que, primeiro, é preciso definir as fontes de água de disporá o Governo para abastecer os humanos e os animais; após, estabelecer o custo dessa água que terá variações conforme uma equação que, no caso das atividades econômicas, levará em conta a geração de emprego x consumo. A questão é relevante porque as reservas de água - que podem chegar a 18 bilhões de m³ nos açudes - estão a minguar pela natureza avarenta. Todos torcemos por um milagre dos céus.

Cerâmica

Presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica do Ceará, Marcelo Tavares está voltando da maior feira mundial do setor, realizada na Alemanha. “A tendência é a fabricação de produtos cerâmicos com texturas, cores e nuances”, afirma ele.

CSP

Na segunda-feira, 16, a Companhia Siderúrgica do Pecém celebrará 10 anos de sua constituição. Marcelo Baltazar, gerente-geral de Segurança e Meio Ambiente da usina da CSP, também celebrará 10 anos como funcionário da companhia.

Drogasil

Maior rede de farmácias do País, a paulista Drogsasil constrói mais uma nesta capital: bem na esquina das avenidas Godofredo Maciel com Benjamin Brasil, na Maraponga. A construção se faz no ritmo do frevo, e inclui os sábados e os domingos.

Conselheiro

Guilherme Laager, que passou a integrar o Conselho de Administração de M. Dias Branco, foi vice-presidente de logística da Vale. Antes disso, foi diretor da mesma área na antiga Brahma. Hoje, é um consultor de empresas que conhece bem o Ceará. 

Táxi: a livre concorrência

Bastou a intromissão de um estranho - o Uber - no até então muito reservado mercado de táxis para que acontecesse uma mudança inimaginável. Para começo de conversa, o valor das chamadas “vagas” desse mercado caiu de maneira espetacular: antes do Uber, uma “vaga” na praça de táxi do Aeroporto Pinto Martins custava R$ 250 mil - hoje custa algo como R$ 50 mil. Democratizou-se o setor. Os próprios taxistas passaram a entender que os aplicativos vieram para ficar. E aderiram a eles - inclusive o Sinditáxi, que criou o seu. Resultado: o preço das corridas caiu 30%. A livre concorrência é sempre a melhor a solução.

Energia

No último mês de março, a fonte hidráulica liderou a geração de energia elétrica com 81,48%. Termelétricas em 2º lugar, com 12,13%; em seguida, a fonte eólica, com 4,43% da geração; em 4º a nuclear com 1,58%, em 5º a solar, com 0,38%, diz a Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE).

Bom

Boa medida

Com o objetivo de “estimular a competitividade”, o Governo de Santa Catarina reduziu de 17% para 12% o ICMS incidente sobre operações de mercadorias entre contribuintes. Eis boa medida.

Ruim

Dicionário

Está na internet: no juridiquês do STF, a expressão “peço vistas” significa - no “cearensês” - “vou ler esse negócio em casa”. “Peço vênia ao eminente relator para discordar” é “cala a boca, macho”

Livre Mercado

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto-de-lei que cria o “esbulho processório coletivo” - um crime específico para invasão de imóvel urbano ou rural, público ou privado. O autor da proposta é o líder do PSDB naquela casa legislativa, deputado Nilson Leitão, que diz: seu objetivo é inibir invasões de terrenos e proteger o direito à propriedade. Na sua opinião, as invasões hoje têm pura motivação política, e essa instabilidade atrapalha a produção e atrasa a recuperação do País.

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