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Bolso & Cia: O custo dos 'migués'

01:00 · 23.03.2018 / atualizado às 12:07 · 27.03.2018

As desculpas para se esquivar do trabalho, por um motivo não justificável, mas mascarado por um problema “socialmente aceito”, o chamado “migué”, causam impactos financeiros às empresas, além do reflexo no clima organizacional. Estudo buscou quantificar o custo para as empresas com as justificativas. A constatação é que as perdas no País chegam a R$ 12,8 bilhões, sendo R$ 320,4 milhões no Ceará. O levantamento, segundo o especialista em engajamento, Jean Soldatelli, considerou as ausências desde a demora no almoço ou no cafezinho, o atraso com o pretexto do trânsito, até as faltas emendando um feriado para viajar ou ir a um compromisso pessoal..

Juro na ponta

O verdadeiro foco do questionamento em relação aos juros precisa ser a taxa ao consumidor, que continua em níveis estratosféricos e até leva ao superendividamento. O cartão de crédito, campeão de juros, cobra em atrasos uma taxa anual de 318,50%, enquanto ao mês o percentual é de 12,67%. O cheque especial não fica muito atrás com um custo ao ano de 297,18% e mensal de 12,18%. Os números com o peso real dos juros são de fevereiro. 

54,7%

dos consumidores 

de Fortaleza que se encontram com dívidas em atraso explicam que o motivo maior foi o desequilíbrio financeiro. A causa leva a maioria a não honrar as obrigações. Outros 40,3% adiaram o pagamento e destinaram os recursos disponíveis a outras finalidades. Estão contestando a dívida (9,3%) e 3,8% alegam que esqueceram de pagar.

Transformação digital e atendimento

Telemarketing

A maturidade das empresas no Brasil em relação à transformação digital do atendimento ao consumidor ainda é pequena. Dados do IDC (International Data Corporation), mostram que 79% dessas empresas ainda estão no início da jornada. Foram entrevistadas 150 grandes corporações, todas do setor privado, contemplando diferentes segmentos de atuação. Apenas 3% se consideram ousadas no uso das novas tecnologias digitais e modelos de negócios. Um grande desafio à frente.

‘‘Nosso País vive um momento de completa ebulição. As instituições decompondo-se, perdendo a credibilidade da população. O que resta é a tenacidade dos meios produtivos que, apesar de todos percalços, ainda alcançam metas surpreendentes. A esperança, alimentadora dos sonhos, resiste”.

Freitas Cordeiro. Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL)

Proteção de dados pessoais

Os dados pessoais, como o próprio nome diz, pertencem a cada cidadão. A informação sobre o indivíduo a quaisquer cadastros deve ser feita com o devido cuidado para evitar transtornos, garantindo apenas a finalidade para a qual o consumidor liberou. Esta é uma preocupação que cada um deve ter.

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o Brasil discute uma Lei de Dados Pessoais desde 2010. O Instituto considera que há oito anos muitos brasileiros sofrem com a desproteção e abusos em relação ao tema enquanto a legislação é definida.

Para o Idec, é preciso exigir direitos coletivos para proteção dessas informações e regulação forte para quem trata os dados. A necessidade é da aprovação, de uma vez, da Lei de Proteção de Dados Pessoais pensada para o cidadão.

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