Coluna

Bolso & Cia: Mais gente 'no vermelho'

01:00 · 03.08.2018

A Crise financeira não dá trégua e as famílias seguem mais comprometidas, sobretudo no cartão de crédito, financeiras e cheque especial. Nada disso é extensão da renda, mas está sendo usado por muitas pessoas como forma de garantir o consumo. O desemprego e o salário corroído têm levado a essa atitude. Afinal, todo mundo passa por momentos mais difíceis. Entretanto, fazer do cheque especial ou cartão a saída é ainda mais prejudicial, pois perde-se o controle diante dos juros altos. É preciso buscar formas de sair do 'vermelho' sem causar mais repercussões negativas no orçamento.

Renegociação

A renegociação de dívidas pode ser uma primeira saída para escapar da 'bola de neve' dos juros elevados. Nesses casos, normalmente se busca descontos no pagamento do valor devido e, se restar saldo, as parcelas acordadas devem ser quitadas em dia. Antes de renegociar leia o contrato e verifique a cláusula de quebra do acordo. Para se reequilibrar pense e concentre-se prioritariamente nas dívidas mais caras e busque a solução.

62,9 dias é o tempo

Médio de atraso das famílias com contas não pagas. O dado é referente ao mês de julho último e, comparado a igual mês de 2017 ( 63,1 dias), foi levemente menor, aponta a Confederação Nacional do Comércio. O tempo médio de comprometimento da renda entre as famílias endividadas foi de 7,1 meses.

Melhor forma de consumir é planejar

Quem não gosta de comprar aquele produto novinho? Mas, gastos em excesso, sem planejamento são o caminho para perder o controle financeiro. Planejar permite pagar à vista e ainda obter descontos. Além disso, se for necessário parcelar, evite acumular várias prestações de compras diferentes. Isso levaria a um montante maior a ser pago de todo modo. Esteja sempre determinado a saldar as obrigações em dia, evitando juros e demais encargos.

"A recuperação da economia ainda é bastante lenta e surte pouco efeito prático na realidade dos brasileiros. A renda das famílias segue achatada e o consumo melhora a passos lentos. O desemprego segue alto e a confiança está abalada"

Marcela Kawauti
Economista-chefe do SPC Brasil

Quando seu bolso está em situação de risco 

O termômetro de que algo vai mal e pode ficar fora de controle nas finanças pode ser constatado não somente quando não há renda entrando mensalmente. Veja vários indicadores da situação de risco que são um alerta: Nos últimos meses você pagou apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito e, portanto, entrou no rotativo; Você vem usando a linha de crédito do cheque especial há pelo menos três meses; Não dispõe de mais nenhuma reserva financeira; Está com sua renda comprometida em mais de 40% com parcelamentos e prestações. Por mais difícil que pareça, o superendividamento tem solução . Busque sair da dificuldade e aprender com a experiência.

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