Coluna

Bolso & Cia: Dólar estratosférico

01:00 · 08.06.2018

O dólar vem inflando e junto com esse movimento vários reflexos se dão sobre a economia e na vida do consumidor. Especialistas consideram que a escalada tende a continuar, mesmo com as intervenções do Banco Central para conter a moeda norte-americana. Entre os motivos que funcionam como alavanca: o cenário de instabilidade no governo federal, tanto político quanto fiscal, os efeitos da greve dos caminhoneiros que ainda reverberam e algo de especulação. Trocando em miúdos: mais inflação, aperto nos gastos do turista brasileiro lá fora, embora ganhe o turismo doméstico, e mais preocupação para as empresas endividadas em dólar.

Comprometimento

O aperto financeiro é a realidade de uma grande maioria da população, mas um aspecto continua a pesar mais na hora do ajuste de contas: a fatura do cartão de crédito. No Nordeste, o comprometimento da renda em relação a 2017 chega a 34,33% para quitar essa dívida, acima da média do País, de 33,3%. A pesquisa foi realizada com 20.636 pessoas pelo Just, plataforma de crédito 100% online.

80% vivem aperto

Financeiro e 33% estão no "vermelho". Além disso, metade planeja cortar gastos e estão sem condições de honrar seus compromissos financeiros. Os resquícios da crise no País continuam impactando a vida da maioria dos brasileiros, aponta o levantamento da CNDL.

'Sinal amarelo' para os investimentos

Na perspectiva analisada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o sinal para o cenário de investimentos no País em 2018 ficou "amarelo" após a trajetória positiva vista até abril. A avaliação é do pesquisador do Instituto, Leonardo Mello. O cenário para os investimentos no resto do ano se deteriorou, Assim, o desempenho da atividade econômica no início do ano frustrou as expectativas, em movimento que já vinha desde abril, diz o especialista.

"Para os que têm contas com pagamento em atraso ou estão negativados, existem outras formas de demonstrar e retribuir afeto, que não sejam somente por meio da troca de bens materiais. Nesta hora, é preciso autocontrole e disciplina para conter os gastos".

José Vignoli
Educador financeiro

Equilíbrio no uso do cartão de crédito 

Cuidado com o parcelamento excessivo. Várias parcelas pequenas somadas podem tornar a conta impagável. Tenha poucos cartões de crédito. Isso estimula o consumo e é uma armadilha que pode levar à inadimplência. Não use o cartão como complemento da renda. Não dá pra confundir o limite com a sua renda. Tudo o que for gasto no cartão terá que ser quitado cedo ou tarde. Caso já esteja muito comprometido em determinado mês, vale a pena adiar a compra por alguns dias, para depois do fechamento da fatura. Cair no rotativo pode ser o início da 'bola de neve'. Se perceber que não conseguirá pagar o total da fatura, procure opções de crédito mais baratas, como o consignado ou o empréstimo pessoal online para quitar a dívida. As taxas de juros são bem menores do que as do rotativo do cartão.

Últimos Artigos

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.