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Bolsa & Cia: Mais um ano no vermelho

01:00 · 18.08.2017 / atualizado às 13:43

O aumento na meta fiscal no País já antecipa um cenário de contas públicas no vermelho em 2018. Um dado relevante: a informação da extinção de 60 mil cargos vagos. Por outro lado, o governo segue distribuindo cargos, com a política do toma lá dá cá em curso. Ficou patente que, a exemplo do governo anterior, criticado amplamente, a equipe atual errou nas previsões da arrecadação e de despesas. Dois aspectos que seriam fundamentais: cortar mais "na carne" e não contar com receitas que podem ser frustradas.

Alívio com o 13º

O pagamento da primeira parcela do abono salarial (13º) de aposentados e pensionistas do INSS, neste mês, vai aliviar o aperto financeiro desse contingente da população. O valor corresponde a até 50% do total a ser recebido pelo segurado, além do benefício correspondente ao referido mês. A 2ª parte do abono anual, equivalente à diferença entre o valor total e o que será pago na 1ª parcela, sairá em novembro, juntamente aos benefícios correspondentes naquele mês. O total do giro esperado neste ano é de R$ 14 bilhões.

2,58%

Foi o aumento

No fluxo de visitantes nos shoppings em julho último, mês de férias, comparado a igual período do ano passado, animando o setor. No acumulado do ano, o Índice de Visitas aos Shoppings Centers (IVSC) subiu 0,51%, fechando com índice positivo, ainda que pequeno. Os números foram levantados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em parceria com a FX Retail Analytics.

Combustíveis: como ficam os preços

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A nova política de preços da Petrobras foi adotada, segundo a companhia, para evitar um maior volume de importações e melhor acompanhar os valores praticados no exterior. No mercado interno, entretanto, ficou mais difícil para o consumidor acompanhar o real sobe e desce de preços. Com a petrolífera informando alterações de percentuais praticamente todos os dias muitas vezes o cliente nem percebe como estão sendo ocorrendo as mudanças na bomba. O consumidor final precisa estar ainda mais atento para tentar economizar.

Recado do empreendedor

Jorge Paulo Leemman

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Empresário com a maior fortuna do país, estimada em us$ 29,2 bilhões. Sócio da 3g capital, com participações na ABINEV, Burger King e Kraft Heinz

"A minha convivência com o risco é maior do que a da média, então eu acredito que as pessoas tomam pouco risco, deveriam tomar mais. Eu tenho essa tendência porque fui criado com muita liberdade, meu pai morreu cedo, minha irmã é mais velha e eu estava solto para me virar por conta própria. Isso me deu aptidão para tentar e arriscar mais coisas. Nunca fui um estudioso que analisasse demais as coisas e tenho notado que pessoas mais preparadas fazem milhões de análises e estudos e, fazendo isso, não se arriscam. É preciso lembrar que você não faz nada grande, se você não se arriscar".

O que saiu da cesta de compras • Em meio às incertezas econômicas, 55% das categorias de consumo massivo perdem penetração no País. Na hora de abastecer o carrinho de compras, a opção é basicamente pelos produtos essenciais. • Leite aromatizado, iogurte e massa instantânea foram os itens mais afetados e estão ficando mais nas gôndolas. • Produtos que ajudam a espantar o calor, como cerveja e sorvete apresentam retração. • Itens do segmento de higiene e beleza têm se saído melhor que os demais, com 5,3% de crescimento, seguidos da cesta de alimentos e limpeza, com 5% e 3,5% respectivamente. • Os brasileiros estão colocando um pouco mais no carrinho de café torrado, açúcar, leite UHT e sua versão em pó. Fonte: Consumer Thermometer, elaborado pela Kantar Worldpanel.

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