Coluna

Bolsa & Cia: E a reforma tributária?

00:00 · 21.04.2017

A retomada da economia poderia contar com um estímulo decisivo: a reforma tributária. Enquanto o governo federal segue mirando apenas na Previdência Social e na legislação trabalhista, o peso dos tributos continua desidratando as empresas e o cidadão. Menor tributação certamente geraria repercussões positivas na roda da economia. Se o contribuinte é menos onerado, seja pessoa física ou jurídica, certamente sobrarão mais recursos para o consumo ou investimentos.

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Inestimável

A segurança é um ativo inestimável. Todo cidadão deveria contar com esse serviço, inerente à responsabilidade do poder público. Em todo o Brasil, entretanto, a sensação de insegurança tem crescido e Fortaleza, uma cidade de povo acolhedor, agora se vê cada vez mais refém do medo. O simples ato de ir à escola utilizando o ônibus é motivo de intranquilidade. É preciso que se resgate o direito do fortalezense de ir e vir em paz, de imediato.

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Vezes mais tempo

É quanto as empresas brasileiras levam para pagar tributos e prestar informações ao governo, segundo o Banco Mundial. Contabilizando em horas, as empresas gastam em média 2.038 horas/ano na gestão de tributos. Na Europa, por exemplo, o gasto é de apenas 163,4 horas/ano, comparando a média brasileira a outros países. O dado é do Relatório Doing Business.

A força dos dispositivos móveis

Já existem 208 milhões de dispositivos móveis no País conectáveis à internet, entre smartphones, notebooks e tablets, segundo a Fundação Getulio Vargas. Significa que existe o equivalente a um equipamento deste por habitante, revolucionando todas as áreas do comércio, comunicação e as relações nos vários setores da economia e pessoais. O Custo Anual por Usuário (Investimentos e gastos em TI dividido pelo número de usuários) só cresce e atingiu R$ 35 mil.

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Recado do especialista

"O continente onde moramos está há décadas imobilizado, sempre pelos mesmos problemas: políticas econômicas que só geram crescimento de curto prazo, crises políticas, máquinas públicas oneradas pelo excesso de funcionários apadrinhados e despreparados, promessas nunca cumpridas, oferta de serviços de padrão indigente, corrupção, desrespeito aos eleitores, violência exacerbada, carga tributária excessiva, crescente informalidade no mercado de trabalho, fuga de capitais, desajustes cambiais, déficits públicos crônicos, desabastecimento e inflação descontrolada. A sociedade é aquilo que dela fazemos e cabe a cada cidadão decidir agora, de forma consciente, o que deve ser feito, visando evitar que saiamos do terceiro para o quarto mundo".

Fernando Pinho
Economista, palestrante e consultor financeiro da prospering consultoria

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Com menos contribuição, mais perdas 

•Vale destacar alguns pontos contemplados na proposta revista pelo governo federal na reforma da Previdência:

•Apesar de a aposentadoria integral pelo INSS ter tido seu prazo reduzido de 49 para 40 anos, o impacto disso é que o brasileiro deverá trabalhar mais e, portanto, contribuir por mais tempo, mas o valor do benefício ao se aposentar será menor.

•Para os que se aposentarem com tempo de contribuição entre 25 anos e 33 anos, na prática, o benefício também será menor que o da proposta original do governo.

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