10º dia de greve

CNDL pede preços estáveis, e CNI apela pelo fim do movimento

Entidade do comércio apoia caminhoneiros. Para a Indústria, novas paralisações são inaceitáveis

01:00 · 30.05.2018

Diante da agressiva crise de desabastecimento de alimentos e itens de higiene pessoal e materiais de limpeza, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), emitiu ontem (29) nota pedindo que o comércio varejista preze pela "prudência e senso de coletividade neste momento" de paralisação, mantendo os preços ao consumidor estáveis.

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"A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), maior entidade representativa de livre adesão do varejo no Brasil, ciente da dificuldade pontual de abastecimento após uma semana de paralisação do transporte rodoviário de cargas, solicita a seus associados e a todos os comerciantes do país compreensão e solidariedade com a população", diz a nota da entidade.

A CNDL destacou ainda que reprova qualquer iniciativa "dos que queiram se aproveitar da preocupação dos brasileiros com o desabastecimento de itens perecíveis para aumentar o preço de produtos, em especial os de primeira necessidade. Mais do que nunca temos que ser cidadãos".

A CNDL afirmou apoiar o movimento de greve dos caminhoneiros. "Todos os brasileiros sofrem com o excesso de tributos e isso deve ser um motivo de união entre todos. Após as medidas divulgadas pelo Governo Federal, aguardamos a normalização do abastecimento nos próximos dias. Sejamos conscientes e, acima de tudo, brasileiros".

'Brasil está parado'

A CNI também emitiu nota falando sobre o movimento grevista, mas pedindo o fim da paralisação. "O Brasil está parado. Precisamos retornar à normalidade. O movimento dos caminhoneiros foi atendido nas suas demandas. É hora de deixar trabalhar quem quer trabalhar. É preciso, imediatamente, desbloquear vias de transporte e proteger aqueles que querem voltar a trafegar. Estamos na iminência de problemas ainda mais graves do que vimos até agora. Não se trata apenas de distribuição de combustíveis", diz o texto.

A entidade que representa a indústria do País destaca ainda a situação de granjas e produtores de carne e leite com a falta de ração e acredita que "não há espaço para novas paralisações". "Não é hora para movimentos oportunistas. Novas paralisações, neste momento, são inaceitáveis. Cada um precisa assumir a sua parte de responsabilidade para superar essa situação", acrescenta a nota.

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