Após crise de abastecimento

Ceasa-CE ainda opera com 95% da capacidade

Expectativa é que normalidade total seja atingida amanhã. Preços começam a dar trégua na Central cearense

01:00 · 06.06.2018

Sete dias após o término da greve dos caminhoneiros, as Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa-CE) estão operando com 95% da capacidade e até amanhã (7) devem chegar à totalidade de atuação, segundo estima Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa. A previsão, ainda durante a paralisação, era de que o mercado se normalizasse em até dez dias após o encerramento da greve.

Um dos motivos para o não abastecimento estar no seu nível máximo foi a grande demanda do mercado, que estava desabastecido. "O primeiro estoque que chegou acabou muito rápido, porque estava faltando muita coisa no mercado e a demanda estava alta; a população comprou tudo logo", explica Odálio. Ele ressalta que alguns itens, vindos de locais distantes, ainda não tiveram tempo de chegar.

Menor volume

"Ainda há aqueles que vieram em volume menor que o esperado ou com qualidade reduzida, como é o caso do morango, pêssego nacional, batata inglesa, cenoura e pera importada, que estão vindo em menor escala e que devem ingressar com mais força até amanhã", destaca Girão. Ele também destaca que as vendas melhoraram consideravelmente a partir do momento que os produtos chegaram.

Desabastecimento

"O consumidor estava desabastecido então tivemos essa alta, mas isso aconteceu de forma moderada, o consumidor veio cauteloso, até porque muitos itens ainda estão com os preços um pouco elevados", avalia o analista de mercado. Ainda de acordo com Odálio, os valores devem se normalizar a medida que o volume também alcançar os patamares anteriores à greve.

"Se isso não acontecer até amanhã, esse prazo se estende até segunda (11), mas a nossa expectativa é de que isso acontece ainda essa semana mesmo", estima Odálio Girão.

Valores

A Ceasa possui um monitoramento diário dos preços das hortaliças e frutas comercializadas no local. Nos resultados de ontem, dos 30 produtos analisados, 20 haviam apresentado redução nos valores em relação a igual período do mês de maio. O quilo batata inglesa foi o destaque, com queda de 57,78%, passando de R$ 9,00 para R$ 3,80. Apesar da retração, Girão afirma que a batata ainda está cara diante da oferta reduzida. A beterraba especial (-46,15%), alface crespa (-40%), maracujá grande (-26,67%), pepino (-25%) e tomate longa vida e cenoura especial, ambos com queda de 20%, também apresentaram retrações consideráveis.

Aumentos

No sentido contrário, outros cinco produtos apresentaram elevações os valores, de acordo com o monitoramento diário realizado pela Ceasa. A laranja pera aumentou 40% entre maio e junho. O abacate também sofreu acréscimo de 22,86%, couve-flor (16,67%), mamão formosa (10%) e maçã nacional (0,83%). Os últimos cinco itens não apresentaram variação de preços, entre eles a banana pacovan, banana prata, coco seco, limão e repolho híbrido.

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