Crescimento de 4,6%

CE: artigos pessoais e veículos puxam vendas

No País, o comércio varejista ampliado também acumula variação positiva (6,5%) em 12 meses

01:00 · 14.09.2018
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O segmento de veículos, motocicletas, partes e peças acumula variação de 10,5% nas vendas dos últimos 12 meses até julho. No País, a atividade, que integra o varejo ampliado, também contribuiu para a alta no período ( FOTO: FERNANDA SIEBRA )

Com destaque para o desempenho do comércio de artigos de uso pessoal e doméstico, de equipamentos para escritório e de veículos, as vendas do varejo ampliado (que inclui justamente veículos, motos, partes e peças e material de construção) acumula, nos últimos 12 meses, crescimento de 4,6% no Ceará ante os 12 meses imediatamente anteriores, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto divulgada ontem (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No varejo ampliado nacional, os números revelam que o cenário também é positivo. Nos últimos 12 meses, o setor cresce 6,5%, também influenciado fortemente pela venda de veículos, motocicletas, partes e peças, segmento que saltou 16,9% apenas em julho e cresce 14,1% em 12 meses, de acordo com o levantamento do Instituto.

No Ceará, a venda de veículos, motocicletas, partes e peças apresentou crescimento de 10,5% nos 12 meses encerrados em julho, sendo que nos sete primeiros meses do ano, as vendas desse comércio varejista saltaram 7,9%. No mês, entretanto, houve queda de -2,3%.

Entretanto, no acumulado em 12 meses, o campeão de vendas é o segmento é artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 13,5% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. No ano, a alta foi de 11,6%. No mês, de 4%. Em seguida, estão os equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação, com alta de 13% em 12 meses e de 11,2% no ano.

No mês, as vendas do comércio varejista ampliado no Ceará ficaram estáveis, com alta de 0,1%. De janeiro a julho, o crescimento chega a 3,6% e revela desaceleração desde maio, quando as vendas no acumulado do ano cresciam 5%. Em junho, o número passou para 4,2%.

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Retomada

Apesar do bom sinalizador com resultados interessantes nos acumulados para os três segmentos, os números poderiam ser melhores, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves. "A gente apostava em uma forte retomada da economia para este período, em uma recuperação do mercado de trabalho que é importantíssima para o comércio e ainda não aconteceu", admite Cid.

Ele acrescenta que desde 2014 o País vinha apresentando quedas e que agora a situação começam a se reverter. "Com as quedas, a base de comparação estava muito baixa. Qualquer sinalizador que gere um maior otimismo faz com que o consumidor volte a comprar e produz esses altos percentuais de crescimento frente a uma base pequena", esclarece.

Também apresentaram destaque em agosto os artigos farmacêuticos (7,4%). Com variações um pouco mais tímidas, mas de suma importância na composição do varejo ampliado, o segmento de material de construção cresce 5,2% em 12 meses, apesar da queda de 4,6% no ano. No mês de agosto, houve leve variação de 0,2%.

No sentido contrário, o segmento de combustíveis e lubrificantes registraram redução nas vendas de 12,9%. Livros e papelaria retrairam 11,6% e Vestuário e calçados também tiveram piora, com recuo de 2,5%.

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