Maior índice do Nordeste

Capital tem 488 mil famílias com dívidas

01:00 · 10.09.2018
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Fortaleza encerrou o ano de 2017 com o maior número de famílias endividadas da região Nordeste (488.484) ( Foto: THIAGO GADELHA )

Em dezembro de 2017, 64% das famílias de Fortaleza tinham algum tipo de dívida, sendo a quarta maior taxa entre as capitais do Nordeste. No entanto, se considerado o número absoluto, a capital cearense foi a que registrou a maior quantidade na Região, com um total de 488.484 famílias devedoras.

Considerando todas as capitais do Brasil, a taxa foi de 62%, segundo dados da oitava edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com o estudo, a maior taxa no Nordeste foi observada em Natal (79%), seguida por Recife (67%), São Luís (67%), Fortaleza, Aracaju (63%), Maceió (62%), João Pessoa (58%), Teresina (52%) e Salvador (51%). No quesito "Valor médio mensal de dívidas por família", Fortaleza ficou na segunda posição no Nordeste, com R$ 1.844, atrás apenas de Teresina (R$ 2.219). Em seguida aparecem Recife (R$ 1.788), Salvador (R$ 1.778), Aracaju (R$ 1.310), Natal (R$ 1.296), São Luís (R$ 1.210), Maceió (R$ 909) e João Pessoa (R$ 680). Se forem consideradas todas as capitais brasileira, o valor médio mensal foi de R$ 1.935.

Já no "Porcentual de famílias com dívida em atraso", Fortaleza apresentou a quinta maior taxa do Nordeste, com 25%. A maior taxa foi registrada em Maceió (34%) e a menor em João Pessoa (5%). Nas capitais brasileiras, a taxa foi de 26%.

Brasil

Considerando todas as capitais brasileiras, Vitória, no Espírito Santo, foi a que apresentou mais famílias com dívidas em atraso. Quase metade da população da capital capixaba (49%) têm débitos não-pagos. A taxa média de todas as capitais é de 26%. A cidade de Porto Alegre está em segundo lugar, com 46% das famílias com dívidas em atraso, seguida por Macapá (43%), Boa Vista (42%) e Manaus (38%).

Segundo a FecomercioSP, a forte queda da inflação entre 2016 e 2017, a recomposição na taxa de ocupação após um período de elevação abrupta do desemprego, o aumento na massa de rendimentos dos aposentados e, consequentemente, a elevação da renda das famílias brasileiras permitiram alavancar o nível de confiança das famílias resultando em uma maior demanda por crédito.

Tal cenário fica mais claro ao observar que o número de famílias endividadas no conjunto das capitais caiu de 9,414 milhões em dezembro de 2015 (61% do total) para 9,128 milhões em dezembro de 2016 (59%), ou seja, mais de 280 mil famílias saíram do endividamento. Já em 2017, houve uma alta de três pontos porcentuais na parcela de famílias endividadas (62%), o que significa que 9,669 milhões de famílias tinham algum tipo de dívida em dezembro de 2017.

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