Bradesco, BB e Caixa sobem taxa de cheque especial

A taxa média foi de 13,46% ao mês em julho ante 13,37% em junho, um aumento de 0,09 ponto percentual

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 07:52)
Legenda: BB alterou sua taxa de 12,40% para 12,61% a.M., o que representa uma variação positiva de 1,69% em relação à taxa de junho de 2016
Foto: Foto: Kid Júnior

Brasília. Três entre sete instituições financeiras analisadas em pesquisa da Fundação Procon-SP elevaram a taxa de cheque especial em julho. A taxa média foi de 13,46% ao mês (a.M.), superior à do mês anterior, que foi de 13,37% a.M., representando uma alta de 0,09 ponto percentual.

As altas foram verificadas no Banco do Brasil, no Bradesco e na Caixa Econômica Federal. Enquanto o BB alterou sua taxa de 12,40% para 12,61% a.M., o que representa uma variação positiva de 1,69% em relação à taxa de junho de 2016, o Bradesco alterou de 12,89% para 12,99% ao mês, uma variação positiva de 0,78%.

Já a Caixa Econômica Federal alterou de 12,59% para 12,88% ao mês, variação positiva de 2,30%. Os demais bancos avaliados pela pesquisa - HSBC, Itaú, Safra e Santander - mantiveram sua taxa de cheque especial sem quaisquer alterações.

Na comparação entre as instituições financeiras, o banco Safra apresenta a menor taxa de cheque especial, equivalente a 12,60%. Já a maior taxa, de 15,49%, é praticada pelo banco Santander. A variação entre as duas é de 22,9%.

Empréstimo

No caso de empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,56% a.M., superior à do mês anterior, que foi de 6,48%, representando uma alta de 0,08 ponto percentual. A única modificação nessa modalidade foi a do Banco Safra, que elevou de 5,40% a.M. Para 5,90%, o que representa um acréscimo de 0,50 ponto percentual, uma variação positiva de 9,26% em relação à taxa de junho.

Comparado às demais instituições consultadas pela pesquisa, a Caixa Econômica Federal apresentou a menor taxa para o empréstimo pessoal, negociada em 5,50%. Já a maior taxa é praticada pelo banco Santander, que a cobra pelo índice de 8,49%.

Controle financeiro

De acordo com os especialistas da Fundação Procon-SP, é imprescindível que os consumidores elaborem meios para ter um bom controle financeiro de suas despesas e receitas. Esse seria um dos passos para evitar contrair dívidas, uma vez que as taxas de juros estão em patamares elevadíssimos, conforme comprovado pela pesquisa.

Eles ressaltam que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), na última reunião ocorrida em julho, decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano. Taxa esta que está em vigor desde 30 de julhi de 2015 e é a maior em dez anos. A próxima reunião do comitê está prevista para ocorrer nos dias 30 e 31 de agosto.

dsa

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