ANÁLISE

Bovespa recua 0,78%; dólar subiu para R$ 3,30

01:00 · 10.02.2018

A preocupação em se proteger de oscilações nos mercados internacionais levou investidores a adotarem uma cautela maior na Bolsa brasileira nessa sexta-feira (9), enquanto o dólar se valorizou em linha com o mundo. O Ibovespa, índice das ações mais valorizadas, fechou em queda de 0,78%, para 80.898 pontos. Na semana, a queda foi de 3,74%, a maior desde a encerrada em 19 de maio do ano passado, marcada pelo vazamento da delação do empresário Joesley Batista, da JBS. O volume financeiro foi de R$ 12,4 bilhões - a média de fevereiro está em R$ 12,1 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,67%, para R$ 3,303. O dólar à vista, que fecha mais cedo, se valorizou 0,52%, para R$ 3,311. Na semana, a valorização foi de, respectivamente, 2,74% e 2,96% -a maior também desde a semana encerrada em 19 de maio de 2017.

A baixa dessa sessão foi a forma que os investidores encontraram de se proteger de eventuais quedas nos mercados internacionais na segunda e na terça-feira, quando a Bolsa brasileira ficará fechada, afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

"Tem o Carnaval, e o investidor tem que ficar zerado, porque se houver um problema lá fora e você estiver com uma aposta errada, tem espaço para se dar mal", avalia.

Lá fora, o dia foi melhor nos EUA, mas Europa e Ásia não capturaram a recuperação, porque fecham mais cedo. Dow Jones, S&P 500 e o índice de tecnologia Nasdaq fecharam em terreno positivo, embora ainda acumulem queda no ano. As Bolsas europeias fecharam com queda de cerca de 1%, enquanto na Ásia as desvalorizações foram mais intensas, de cerca de 2%.

Dos 64 papéis do Ibovespa, 49 caíram, 13 subiram e dois ficaram estáveis. A maior queda foi registrada pela EcoRodovias, com perda de 5,92%. A Renner caiu 4,63%, e a Via Varejo teve queda de 3,52%. Na ponta positiva, as ações da Gerdau lideraram as altas do índice, com ganho de 1,96%. A Bradespar se valorizou 1,56%, e a Hypera (ex-Hypermarcas) subiu 1,39%. As ações da Petrobras caíram mais de 1%, acompanhando a queda de mais de 3% dos preços do petróleo. Os papéis preferenciais da estatal caíram 1,47%. As ações ordinárias recuaram 1,28%.

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