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BC atua, mas dólar avança para R$3,62

01:00 · 15.05.2018
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O dólar comercial subiu 0,77%, enquanto a moeda norte-americana à vista avançou 1,17%

São Paulo. Dólar voltou a reagir às turbulências políticas e terminou a segunda-feira (14) cotado a R$ 3,62, mesmo após o Banco Central ampliar a atuação no câmbio para suavizar a alta da moeda americana.

O dólar comercial subiu 0,77%, para R$ 3,628. É o maior nível desde 7 de abril de 2016, quando a moeda fechou a R$ 3,693.

O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 1,17%, para R$ 3,635.

A Bolsa brasileira fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, para 85.232 pontos. A alta foi amparada pelas ações da Petrobras, que se valorizaram em dia de aumento dos preços do petróleo e com o início da negociação dos papéis no Nível 2 da Bolsa.

Nesta segunda, a moeda americana reagiu ao resultado da pesquisa eleitoral CNT/MDA, que mostrou empate técnico entre os pré-candidatos Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

Marina aparece com 11,2% dos votos, enquanto Ciro surge com 9%, o que configura empate técnico. Na liderança está o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), com 18,3%. Os cenários não consideram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula entra na disputa, ele aparece na primeira colocação, com 32,4% das intenções de voto.

A alta ocorre mesmo após o Banco Central anunciar, na sexta-feira, que ampliaria a atuação no câmbio para suavizar os movimentos da moeda americana.

Agora, o BC vai rolar 50,7 mil contratos que vencem em junho e fará um leilão duas horas antes para oferecer 5.000 novos contratos com vencimento em julho. O BC também diminuiu de de 8.900 para 4.225 o volume oferecido no leilão para rolagem dos contratos que vencem em junho.

Nesta sessão, o BC vendeu integralmente a oferta de até 5.000 contratos novos de swaps. E também 4.225 para rolagem dos de junho. Até agora, já rolou US$ 3,326 bilhões dos US$ 5,650 bilhões que vencem em junho.

Por outro lado, não indicou até quando vão durar as intervenções adicionais à rolagem de contratos de swap.

As ações da Petrobras voltaram a ser destaque nesta sessão. A alta do petróleo impulsionou nesta sessão os papéis da estatal, que estrearam no Nível 2 da Bolsa. Alguns analistas também veem impacto positivo do acordo de cessão onerosa com a União, que pode gerar à empresa receitas extraordinárias.

As ações preferenciais subiram 3,14%, para R$ 26,24. As ações ordinárias tiveram valorização de 4,15%, para R$ 30,15.

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